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🛁 Banhos

Banho de sal grosso: tradição e cuidados

O banho de sal grosso na tradição: o sal na água benta, os banhos santos no mar do Minho, uma receita com pouco sal e os cuidados com pele seca, ferida ou com eczema.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O sal na tradição
  2. O banho de mar: o sal da natureza
  3. A receita
  4. Cuidados com a pele
  5. Continue a ler
  6. Fontes

O sal grosso é, talvez, o elemento de limpeza mais simples e mais antigo da tradição popular. Está à porta das casas, nos cantos das lojas, no fundo de um copo de água atrás da porta.

O banho de sal grosso é, na tradição, um banho de limpeza forte. Nesta página explicamos de onde vem a ideia, damos uma receita com pouco sal e explicamos porque não deve abusar dele.

O sal na tradição

A ideia de que o sal purifica é muito antiga. Conserva os alimentos, impede a podridão, vem do mar. Não admira que tenha passado para a religião e a magia.

Na tradição católica, a bênção da água benta era acompanhada, segundo o ritual tradicional, pela adição de sal exorcizado e bento.

Na tradição popular portuguesa, o sal grosso usa-se contra o mau-olhado e a inveja: um punhado à porta, um saquinho no bolso, um copo com água e sal num canto da casa.

➜ Sal grosso: amuleto e tradição

➜ Água lustral: a água que purifica

O banho de mar: o sal da natureza

Em Portugal, a forma mais antiga de «banho de sal» é o banho de mar. Há tradições documentadas de banhos rituais no mar:

  • Banhos santos de São Bartolomeu, a 24 de agosto, na freguesia de Mar, em Esposende: as crianças são mergulhadas nas ondas, três ou sete vezes, depois de uma volta à igreja. Segundo a crença popular, protegem contra os medos e várias doenças.
  • Banhos de São João, na madrugada de 24 de junho, no mar e nos rios, como na Foz do Douro, no Porto. A crença dizia que as águas dessa manhã tinham virtudes especiais.

São tradições religiosas e populares, não tratamentos. Mas mostram como a água salgada ficou ligada à ideia de purificação.

➜ Santos Populares

A receita

Muitas receitas pedem «três punhados» de sal. É demasiado para a pele. Esta versão foi redigida pelo Grimório.pt:

  • 1 colher de sopa de sal grosso;
  • 2 litros de água morna.

Como se faz

  1. Dissolva o sal na água morna, mexendo bem.
  2. Depois do banho normal, deite a água do pescoço para baixo. Nunca na cabeça.
  3. Há quem enxague depois com água simples; outros preferem não enxaguar. Se tem pele seca, enxague.
  4. Seque-se sem esfregar e hidrate a pele.

Na tradição, o banho de sal é seguido de um banho doce, de flores ou de alecrim, para «equilibrar».

Cuidados com a pele

  • Não use em pele ferida, com cortes, queimaduras, tatuagens recentes ou eczema. O sal arde e irrita.
  • Pessoas com dermatite atópica são mais sensíveis a irritantes.
  • Evite os olhos e as mucosas.
  • A tradição desaconselha banhos de sal frequentes: uma vez de tempos a tempos basta.
  • Não faça este banho a crianças.

Se tem doenças de pele, pergunte primeiro ao médico ou ao farmacêutico.

Continue a ler

➜ Banho de descarrego

➜ Banho de flores

➜ Limpeza espiritual: guia geral

➜ Banhos espirituais: todos

Fontes

  • «Holy water», Wikipedia — en.wikipedia.org
  • «Banhos Santos», Portugal Num Mapa — portugalnummapa.com
  • Araújo, Maria José, «Simbolismos alimentares e manjares da noite mais longa do Porto», Revista Prâksis, 2018 — redalyc.org
  • «Irritant contact dermatitis», DermNet — dermnetnz.org

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