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⭐ Astrologia

Astrologia e amor: compatibilidade entre signos

Como a tradição astrológica lê a compatibilidade amorosa: elementos, signos opostos, Vénus, Marte e sinastria entre dois mapas. E o que isso não pode decidir.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. A regra dos elementos
  2. Os signos opostos
  3. Para lá do signo solar
  4. A sinastria
  5. Uma forma saudável de usar a astrologia no amor
  6. Continue a ler
  7. Fontes

«Somos compatíveis?» é talvez a pergunta mais feita à astrologia. A tradição tem várias formas de lhe responder, das mais simples (comparar os signos solares) às mais elaboradas (comparar dois mapas completos).

Convém dizer desde já: não existe prova científica de que o signo influencie o sucesso de uma relação. O sociólogo David Voas analisou os censos de mais de 20 milhões de pessoas em Inglaterra e no País de Gales e não encontrou relação entre os signos e quem casa com quem. O que segue é a lógica da tradição, útil como curiosidade ou conversa, não como critério para escolher ou deixar alguém.

A regra dos elementos

A forma mais conhecida de compatibilidade assenta nos quatro elementos:

Combinação Leitura tradicional
Mesmo elemento Entendimento natural, mesma «linguagem»
Fogo com Ar O ar alimenta o fogo: estímulo, entusiasmo
Terra com Água A água fertiliza a terra: segurança, ternura
Fogo com Água Choque: paixão e vapor, mas atrito
Terra com Ar Ritmos diferentes: prático contra teórico

Esta regra tem uma razão geométrica: signos do mesmo elemento estão a 120° (trígono), e os de elementos «amigos» a 60° (sextil). São os aspetos que a tradição considera harmoniosos.

Os signos opostos

Cada signo tem o seu oposto, a 180°: Carneiro e Balança, Touro e Escorpião, Gémeos e Sagitário, Caranguejo e Capricórnio, Leão e Aquário, Virgem e Peixes.

A tradição vê nesta dupla uma atração de complementares: cada um tem o que falta ao outro. É uma combinação lida como intensa, mas que pede esforço.

Para lá do signo solar

Qualquer astrólogo dirá que comparar só os signos solares é muito pouco. Na tradição, contam também:

  • Vénus — o modo como se ama e o que se valoriza numa relação.
  • Marte — o modo como se deseja e se enfrenta o conflito.
  • A Lua — as necessidades emocionais e a vida doméstica.
  • A casa 7 — a casa do mapa associada ao casamento e às parcerias.

➜ Vénus na astrologia

➜ Marte na astrologia

A sinastria

Sinastria é a comparação de dois mapas astrais. O astrólogo sobrepõe os mapas e observa os aspetos entre os planetas de uma pessoa e os da outra.

Por exemplo, na tradição, a Vénus de uma pessoa em conjunção com o Marte da outra é lida como sinal de atração. A Lua de uma em harmonia com o Sol da outra, como sinal de entendimento no dia a dia.

Há ainda o mapa composto, que calcula os pontos médios entre os dois mapas e trata a relação como uma «terceira entidade».

➜ Mapa astral: o que é e como se lê

Uma forma saudável de usar a astrologia no amor

  • Use-a como ponto de partida para conversar, não como veredicto.
  • Nenhuma combinação de signos «condena» ou «garante» uma relação.
  • Respeito, comunicação e valores partilhados pesam muito mais do que qualquer aspeto.
  • Desconfie de quem use o mapa para lhe dizer que deve ficar ou sair de uma relação, ou para lhe vender a solução.

Continue a ler

➜ Os 12 signos do zodíaco

➜ Astrologia chinesa: compatibilidades entre animais

➜ Cristais para o amor

Fontes

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