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⭐ Astrologia

Mapa astral: o que é e como se lê

O que é o mapa astral, que dados são precisos (data, hora e local), o que são ascendente, casas e aspetos, e o que a astrologia diz ou não pode dizer.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Que dados são precisos
  2. As peças do mapa
  3. Como se lê um mapa
  4. O que um mapa astral não pode fazer
  5. Continue a ler
  6. Fontes

O mapa astral, também chamado carta natal, é um desenho do céu no momento e no lugar exatos do nascimento. Mostra onde estavam o Sol, a Lua e os planetas, vistos a partir daquele ponto da Terra.

A parte astronómica do mapa é rigorosa: as posições podem ser calculadas ao minuto. A interpretação é tradição astrológica, uma linguagem simbólica com mais de dois mil anos, sem confirmação científica.

Que dados são precisos

Para fazer um mapa astral são necessários três dados:

  • Data de nascimento — dia, mês e ano.
  • Hora de nascimento — o mais exata possível. Em Portugal, costuma constar da certidão de nascimento.
  • Local de nascimento — cidade ou vila, para saber a latitude, a longitude e o fuso horário.

Sem a hora, é possível saber em que signo estavam os planetas, mas não o ascendente nem as casas. A Lua pode também mudar de signo durante o dia.

As peças do mapa

Os planetas

Na astrologia, «planetas» inclui o Sol e a Lua (os antigos «luminares»). Cada um representa, segundo a tradição, uma área da vida:

Astro Significado tradicional
Sol Identidade, vontade
Lua Emoções, hábitos, mãe
Mercúrio Pensamento, comunicação
Vénus Afeto, prazer, valores
Marte Ação, desejo, conflito
Júpiter Expansão, confiança
Saturno Limites, responsabilidade, tempo
Úrano, Neptuno, Plutão Acrescentados pela astrologia moderna

Os signos

O signo onde cada planeta estava indica, na tradição, o modo como essa energia se exprime. O «signo solar», o que toda a gente conhece, é apenas o signo onde estava o Sol.

➜ Os 12 signos do zodíaco

O ascendente

O ascendente é o grau do zodíaco que nascia no horizonte a leste no momento do nascimento. Muda cerca de um signo a cada duas horas. Por isso duas pessoas nascidas no mesmo dia podem ter ascendentes diferentes.

Na tradição, o ascendente descreve a forma de se apresentar ao mundo e a primeira impressão que se causa.

As 12 casas

O mapa divide-se em 12 casas, a partir do ascendente. Cada casa corresponde a uma área da vida: a casa 1 à pessoa, a 2 aos bens, a 7 às relações, a 10 à carreira, e assim por diante.

Há vários sistemas para calcular as casas (Plácido, Koch, casas iguais, signos inteiros). Dão resultados diferentes, e os astrólogos não estão de acordo sobre qual usar.

Os aspetos

Os aspetos são os ângulos entre os planetas. Os principais, herdados de Ptolomeu, são a conjunção (0°), o sextil (60°), a quadratura (90°), o trígono (120°) e a oposição (180°). A tradição lê os trígonos e sextis como harmoniosos e as quadraturas e oposições como tensos.

Como se lê um mapa

Um astrólogo começa, em geral, pelo conjunto: que elementos predominam, onde estão o Sol, a Lua e o ascendente, e que planetas estão em ângulos fortes. Só depois passa aos pormenores.

Hoje, o cálculo faz-se em segundos com programas gratuitos. A interpretação é que varia muito de astrólogo para astrólogo, e de escola para escola.

O que um mapa astral não pode fazer

  • Não substitui um médico, um psicólogo ou um conselheiro financeiro.
  • Não prevê acontecimentos concretos com segurança. Os testes científicos (como o de Shawn Carlson, publicado na Nature em 1985) não encontraram capacidade dos astrólogos para associar mapas a perfis de personalidade acima do acaso.
  • Pode servir, para quem gosta, como ferramenta de reflexão sobre si próprio — desde que as decisões importantes continuem a ser suas.

Continue a ler

➜ O ascendente

➜ As 12 casas astrológicas

➜ Astrologia e amor: compatibilidade e sinastria

➜ História da astrologia

➜ Horas planetárias

Fontes

  • Wikipedia, Horoscope — en.wikipedia.org
  • Wikipedia, House (astrology) — en.wikipedia.org
  • Cláudio Ptolomeu, Tetrabiblos, trad. F. E. Robbins (Loeb, 1940) — LacusCurtius
  • Shawn Carlson, «A double-blind test of astrology», Nature 318 (1985), pp. 419–425 — nature.com

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