Depois do signo solar, o signo lunar é a peça do mapa astral mais procurada. Diz, segundo a astrologia, como a pessoa sente, reage e procura segurança.
Esta página trata da Lua no mapa astral: o signo lunar, o seu cálculo e a interpretação tradicional. Separamos sempre o que a Lua faz no céu (facto) do que a astrologia lhe atribui (interpretação).
Para as fases da Lua e o seu uso nas práticas mágicas, há páginas próprias:
A Lua no céu (astronomia)
- A Lua está a cerca de 384 400 km da Terra e mostra-nos sempre a mesma face.
- Dá uma volta completa à Terra, em relação às estrelas, em cerca de 27,3 dias (mês sideral).
- De lua nova a lua nova passam cerca de 29,5 dias (mês sinódico). A diferença existe porque, entretanto, a Terra avançou na sua volta ao Sol.
- A Lua, com o Sol, provoca as marés. Isto é facto.
- Afasta-se lentamente da Terra, alguns centímetros por ano.
Porque o signo lunar precisa da hora
Como a Lua percorre todo o zodíaco em pouco mais de 27 dias, fica em cada signo cerca de dois dias e meio. É o astro que muda de signo mais depressa.
Por isso, duas pessoas nascidas no mesmo dia podem ter a Lua em signos diferentes. Se a Lua mudou de signo nesse dia, só a hora de nascimento permite saber o signo lunar. Em Portugal, a hora costuma constar da certidão de nascimento.
A fase da Lua em que alguém nasceu (lua nova, cheia…) é outra coisa: depende da posição da Lua em relação ao Sol, não do signo.
➜ Mapa astral: que dados são precisos
A Lua na mitologia
Os Babilónios chamavam ao deus da Lua Sin (ou Nanna). Os Gregos tinham Selene, mais tarde confundida com Ártemis; os Romanos Luna e Diana. Em muitas mitologias a Lua é feminina, mas não em todas: na mesopotâmica era um deus masculino.
A segunda-feira era o dia da Lua (dies Lunae, que deu lunes em castelhano e lundi em francês). O português é exceção e diz «segunda-feira».
A Lua na tradição astrológica
Na astrologia, a Lua é, com o Sol, um dos dois luminares. Segundo a tradição — uma linguagem simbólica, sem confirmação científica —, rege:
| Tema | Lua |
|---|---|
| Signo que rege | Caranguejo |
| Exaltação | Touro |
| Dia da semana | Segunda-feira |
| Metal (alquimia) | Prata |
| Áreas da vida | Emoções, hábitos, memória, casa, segurança |
| Figuras associadas | A mãe, a família, a infância |
Se o Sol mostra, na leitura tradicional, o que a pessoa quer ser, a Lua mostra o que ela precisa para se sentir bem: o seu lado íntimo, as reações automáticas, o que a acalma.
A Lua em cada elemento
Leitura tradicional resumida:
- Lua em Fogo (Carneiro, Leão, Sagitário) — emoções rápidas e visíveis; precisa de entusiasmo e de ação.
- Lua em Terra (Touro, Virgem, Capricórnio) — procura segurança em rotinas, conforto e coisas concretas.
- Lua em Ar (Gémeos, Balança, Aquário) — precisa de falar sobre o que sente; alivia-se com conversa e contacto.
- Lua em Água (Caranguejo, Escorpião, Peixes) — sensibilidade profunda, memória emocional forte, necessidade de proteção.
Os trânsitos da Lua
Na astrologia popular, o signo em que a Lua está em cada dia daria o «clima emocional» desse dia. Alguns almanaques e calendários de jardinagem seguem também a Lua nos signos.
É tradição e crença. Não há estudos que mostrem efeitos destes trânsitos nas pessoas ou nas plantas.
A Lua e o comportamento: o que se sabe
A ideia de que a Lua mexe com o humor é muito antiga. Está na própria língua: «lunático» vem do latim lunaticus, porque se acreditava que certas perturbações mentais variavam com as fases da Lua. Em português diz-se também «aluado».
Os estudos científicos, porém, não confirmaram que a lua cheia altere o comportamento, os nascimentos ou as urgências hospitalares de forma consistente. Quem se sente emocionalmente instável deve procurar apoio médico ou psicológico, e não explicações no céu.
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➜ O Sol na astrologia: o signo solar
➜ Eclipses: astronomia e crenças
Fontes
- NASA Science, Moon Facts — science.nasa.gov
- Wikipedia, Planets in astrology (regências, exaltação, mitologia) — en.wikipedia.org
- Online Etymology Dictionary, lunatic — etymonline.com
- Cláudio Ptolomeu, Tetrabiblos, trad. F. E. Robbins — LacusCurtius