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⭐ Astrologia

O Sol na astrologia: o signo solar explicado

O que é o signo solar, porque as datas dos signos mudam, a diferença entre signos e constelações e o que a tradição astrológica atribui ao Sol.

5 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O Sol no céu (astronomia)
  2. Signos não são constelações
  3. Como nasceu o «signo solar»
  4. O Sol na tradição astrológica
  5. O que a ciência diz
  6. Continue a ler
  7. Fontes

Quando alguém pergunta «qual é o teu signo?», está a perguntar onde estava o Sol no dia em que nasceu. É a peça mais conhecida da astrologia, e também a mais simplificada.

Nesta página separamos três coisas: o que o Sol faz no céu (astronomia, facto), como nasceu o signo solar (história) e o que a tradição astrológica lhe atribui (interpretação).

Para o Sol nas religiões antigas, no folclore e na magia, veja a página própria.

➜ O Sol na magia e nas tradições

O Sol no céu (astronomia)

  • O Sol é uma estrela anã amarela com cerca de 4600 milhões de anos, a uns 150 milhões de quilómetros da Terra.
  • Vista da Terra, parece percorrer ao longo do ano uma linha fixa entre as estrelas: a eclíptica. Na realidade, é a Terra que anda à volta do Sol; o movimento do Sol é aparente.
  • A faixa do céu à volta da eclíptica é o zodíaco. Os Babilónios dividiram-na em 12 partes iguais de 30°, provavelmente por volta do ano 400 a.C.
  • O Sol demora cerca de um mês a atravessar cada uma dessas partes. É daí que vêm as «datas» dos signos.

Signos não são constelações

Este é o ponto que mais confunde. A astrologia ocidental usa o zodíaco tropical: o signo de Carneiro começa sempre no equinócio da primavera, por volta de 20 ou 21 de março, esteja o Sol diante de que estrelas estiver.

Por causa da precessão dos equinócios — uma lenta oscilação do eixo da Terra, com um ciclo de cerca de 25 800 anos — o ponto do equinócio desloca-se entre as estrelas. Há dois mil anos estava na constelação de Carneiro. Hoje está perto do fim da constelação de Peixes.

Resultado: a 21 de março, o Sol está astronomicamente diante das estrelas de Peixes, embora a astrologia diga que entrou em Carneiro. Não é um erro da astrologia; é uma escolha: os signos são divisões do calendário solar, não as constelações.

E o 13.º signo?

As constelações modernas, definidas pela União Astronómica Internacional, não têm todas o mesmo tamanho. A eclíptica atravessa uma 13.ª, Ofiúco (Serpentário), entre Escorpião e Sagitário.

De vez em quando surgem notícias sobre um «novo signo». Não há nada de novo: Ofiúco sempre esteve ali. A astrologia tropical simplesmente não o usa, porque os signos não dependem das constelações.

Porque mudam as datas dos signos

O ano civil tem 365 dias, o ano solar um pouco mais, e há os anos bissextos. Por isso, o momento em que o Sol muda de signo varia um dia, para mais ou para menos, de ano para ano.

Quem nasceu num dia de mudança («na cúspide») só sabe o seu signo solar vendo a hora exata desse ano. Não existe um signo misto: a tradição coloca o Sol sempre num signo ou no outro.

Como nasceu o «signo solar»

Na astrologia antiga, o Sol era importante, mas não mais do que a Lua, o ascendente ou os outros planetas. Um horóscopo era o mapa completo do céu.

A ideia de que o signo do Sol resume uma pessoa é recente. Popularizou-se na década de 1930, quando o astrólogo R. H. Naylor começou a publicar previsões no jornal britânico Sunday Express. Em 1937 já tinha uma coluna fixa com previsões para os doze signos, o modelo dos horóscopos de jornal e de revista que ainda hoje se leem.

➜ História da astrologia

O Sol na tradição astrológica

Na astrologia, o Sol e a Lua são os dois luminares. Segundo a tradição — uma linguagem simbólica, sem confirmação científica —, o Sol representa:

Tema Sol
Signo que rege Leão
Exaltação Carneiro
Dia da semana Domingo (dies Solis, «dia do Sol»)
Metal (alquimia) Ouro
Áreas da vida Identidade, vontade, vitalidade, orgulho, autoridade
Figuras associadas O pai, o chefe, o rei

Num mapa, o Sol mostra, segundo a leitura tradicional, o centro da personalidade: o que a pessoa quer ser e o que a faz sentir-se viva. A Lua mostraria o lado mais íntimo e emocional; o ascendente, a forma de se apresentar.

➜ A Lua na astrologia

➜ O ascendente

O Sol em cada elemento

Leitura tradicional resumida:

  • Sol em Fogo (Carneiro, Leão, Sagitário) — vontade de agir, entusiasmo, necessidade de brilhar.
  • Sol em Terra (Touro, Virgem, Capricórnio) — sentido prático, persistência, gosto pelo concreto.
  • Sol em Ar (Gémeos, Balança, Aquário) — curiosidade, conversa, ideias e relações.
  • Sol em Água (Caranguejo, Escorpião, Peixes) — sensibilidade, intuição, emoções profundas.

O que a ciência diz

Os estudos feitos até hoje não encontraram relação entre o signo solar e a personalidade. Num teste duplamente cego publicado na revista Nature em 1985, o físico Shawn Carlson verificou que astrólogos não conseguiam associar mapas natais a perfis de personalidade melhor do que o acaso.

Isto não impede ninguém de usar a astrologia como linguagem simbólica ou ponto de partida para refletir sobre si. Mas o signo solar não decide o carácter, a sorte nem a compatibilidade de ninguém.

Continue a ler

➜ Mapa astral: o que é e como se lê

➜ Os 12 signos do zodíaco

➜ Símbolos dos planetas

➜ Solstício de verão

Fontes

  • NASA Science, Sun: Facts — science.nasa.gov
  • Wikipédia, Zodíaco (eclíptica, precessão, Ofiúco, origem babilónica) — pt.wikipedia.org
  • Wikipedia, Sun sign astrology (R. H. Naylor, Sunday Express) — en.wikipedia.org
  • Shawn Carlson, «A double-blind test of astrology», Nature, 318 (1985), pp. 419–425.
  • Cláudio Ptolomeu, Tetrabiblos, trad. F. E. Robbins — LacusCurtius

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