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A história da astrologia

A história da astrologia: os presságios da Babilónia, o zodíaco, Ptolomeu, a astrologia árabe e medieval, Abraão Zacuto em Portugal e o horóscopo dos jornais.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Babilónia: os presságios do céu
  2. Grécia e Egito: nasce a astrologia horoscópica
  3. Roma e o cristianismo
  4. O mundo árabe e a Idade Média
  5. Portugal: Abraão Zacuto
  6. Renascimento e declínio
  7. A astrologia moderna
  8. O zodíaco e o céu real
  9. Continue a ler
  10. Fontes

A astrologia é a crença de que a posição dos astros tem significado para a vida humana. Durante muitos séculos esteve ligada à astronomia, e os mesmos sábios praticavam as duas.

Hoje são coisas diferentes. A astronomia é uma ciência: estuda e mede os astros. A astrologia é uma tradição de interpretação: atribui significados a essas posições. Os estudos científicos não confirmaram as previsões astrológicas.

Esta página conta a história da astrologia, com as datas e fontes que conhecemos.

Babilónia: os presságios do céu

As origens estão na Mesopotâmia. Os escribas babilónicos observavam o céu e registavam presságios: se um eclipse ou um planeta aparecesse de certa forma, algo aconteceria ao rei ou ao país.

A grande coleção de presságios chama-se Enūma Anu Enlil, compilada ao longo do segundo milénio a.C.

O zodíaco de doze signos iguais, de 30 graus cada, surgiu na Babilónia por volta do século V a.C. O horóscopo pessoal mais antigo que se conhece, escrito em escrita cuneiforme, refere-se a um nascimento em 410 a.C.

Grécia e Egito: nasce a astrologia horoscópica

Depois das conquistas de Alexandre, as ideias babilónicas juntaram-se à filosofia grega e à tradição egípcia. No Egito helenístico nasceu a astrologia horoscópica: o mapa do céu no momento do nascimento, com as doze casas e o ascendente.

No século II d.C., Cláudio Ptolomeu, em Alexandria, escreveu duas obras separadas: o Almagesto, de astronomia, e o Tetrabiblos, de astrologia. O Tetrabiblos tornou-se a referência da astrologia durante mais de mil anos.

➜ O mapa astral

Roma e o cristianismo

Em Roma, a astrologia era muito popular, mas os imperadores desconfiavam dela e expulsaram astrólogos várias vezes da cidade.

Os autores cristãos, como Santo Agostinho, criticaram a astrologia por pôr em causa o livre-arbítrio. Mesmo assim, ela nunca desapareceu.

O mundo árabe e a Idade Média

Os astrólogos de língua árabe traduziram e desenvolveram os textos gregos e persas. Autores como Abū Maʿshar (século IX) foram depois traduzidos para latim, sobretudo na Península Ibérica.

Nas universidades medievais, a astrologia estava ligada à medicina: muitos médicos consultavam a posição da Lua antes de tratar doentes.

Portugal: Abraão Zacuto

Portugal tem um nome importante nesta história. Abraão Zacuto, astrónomo judeu, publicou tabelas astronómicas que foram impressas em Leiria, em 1496, com o título Almanach Perpetuum.

As tabelas serviam para calcular a posição dos astros e foram úteis à navegação portuguesa. Na época, astronomia e astrologia ainda andavam juntas, e estas tabelas serviam as duas.

Renascimento e declínio

No Renascimento, príncipes e papas tinham astrólogos. Mas a partir do século XVII, com Copérnico, Kepler, Galileu e Newton, a astronomia tornou-se uma ciência independente.

A astrologia perdeu o lugar nas universidades e passou a viver sobretudo em almanaques populares. Em Portugal e no Brasil, o Lunário Perpétuo, de origem espanhola, foi lido durante gerações.

➜ Calendário lunar e fases da Lua

A astrologia moderna

No final do século XIX, a astrologia voltou a ganhar interesse através de movimentos esotéricos como a Teosofia. O inglês Alan Leo popularizou uma astrologia virada para a personalidade.

O horóscopo de jornal, baseado apenas no signo solar, surgiu na década de 1930. É uma forma muito simplificada da astrologia tradicional.

➜ Teosofia

O zodíaco e o céu real

Por causa da precessão dos equinócios, um movimento lento do eixo da Terra, os signos da astrologia ocidental já não coincidem com as constelações com o mesmo nome. É um facto astronómico conhecido desde a Antiguidade (Hiparco, século II a.C.).

A astrologia ocidental usa o chamado zodíaco tropical, ligado às estações do ano e não às constelações.

Continue a ler

➜ Astrologia — signos e mapa astral

➜ Astrologia chinesa

➜ História do ocultismo

➜ Enciclopédia do Oculto

Fontes

  • «Astrology», Encyclopaedia Britannica — britannica.com
  • Nicholas Campion, A History of Western Astrology, 2 vols., Continuum, 2008–2009.
  • Francesca Rochberg, The Heavenly Writing: Divination, Horoscopy and Astronomy in Mesopotamian Culture, Cambridge University Press, 2004.
  • «Abraão Zacuto», Wikipédia — pt.wikipedia.org

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