Saltar para o conteúdo

💎 Cristais

Jade

O jade são duas pedras diferentes: nefrite e jadeíte. História na China e na Mesoamérica, origem do nome, crenças, tratamentos e como evitar imitações.

4 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha
  2. O mineral: duas pedras com um só nome
  3. De onde vem o nome
  4. História: China
  5. História: Mesoamérica e Nova Zelândia
  6. Na tradição esotérica moderna
  7. Cuidados
  8. Tratamentos e imitações
  9. Continue a ler
  10. Fontes

Poucas pedras tiveram tanto peso na história humana como o jade. Na China foi mais valioso do que o ouro. Na Mesoamérica acompanhou reis até ao túmulo.

Mas há uma surpresa: «jade» não é um só mineral. O nome cobre duas pedras diferentes, a nefrite e a jadeíte, que só em 1863 foram separadas pela ciência.

Nesta página explicamos o que é o jade, a sua história documentada e o que diz a tradição esotérica moderna, sempre separando facto de crença.

Ficha

Característica Jade
Nome Jade (nefrite e jadeíte)
Composição Nefrite: silicato de cálcio e magnésio (grupo das anfíbolas). Jadeíte: silicato de sódio e alumínio (grupo das piroxenas)
Dureza (Mohs) Nefrite 6 a 6,5; jadeíte 6,5 a 7
Cor Sobretudo verde e branco; a jadeíte também lilás, amarela, preta ou azulada
Onde se encontra Nefrite: China, Canadá, Nova Zelândia. Jadeíte: sobretudo Myanmar (Birmânia) e Guatemala
Outros nomes Jade imperial (jadeíte verde intensa), «gordura de carneiro» (nefrite branca), pounamu (Nova Zelândia)

O mineral: duas pedras com um só nome

Em 1863, o mineralogista francês Alexis Damour mostrou que os objetos chamados «jade» eram feitos de dois minerais distintos. Desde então, fala-se de nefrite e de jadeíte.

A jadeíte é ligeiramente mais dura. A nefrite é um pouco mais macia, mas mais tenaz: as suas fibras entrelaçadas tornam-na muito difícil de partir. Por isso foi usada durante milénios em machados e ferramentas.

Hoje, Myanmar produz a maior parte da jadeíte de qualidade vendida no mundo.

De onde vem o nome

A palavra vem do espanhol piedra de ijada, «pedra da ilharga» (o flanco, a zona dos rins). O termo está registado desde 1565 e reflete a fama que a pedra tinha, entre os espanhóis, de aliviar dores nessa zona.

O nome «nefrite» tem a mesma origem: vem do latim lapis nephriticus, «pedra dos rins». É um bom exemplo de como uma crença antiga ficou gravada no vocabulário, mesmo sem qualquer base médica.

História: China

Na China, o jade (yu) é trabalhado desde o Neolítico. As culturas de Hongshan (4700–2200 a.C.) e de Liangzhu (3400–2250 a.C.) deixaram objetos de jade de grande qualidade.

Da cultura de Liangzhu vêm os famosos discos bi e tubos cong, objetos rituais que aparecem apenas em túmulos de elite. As ruínas da cidade de Liangzhu são Património Mundial da UNESCO desde 2019.

Na dinastia Han, alguns príncipes foram sepultados em fatos de jade. Em 1968 descobriram-se dois completos, nos túmulos de Liu Sheng e Dou Wan, em Mancheng: somavam 2498 placas de jade unidas com fio de ouro. Acreditava-se que protegiam o morto na outra vida. Em 223 d.C. o imperador Wen de Wei proibiu-os, em parte por atraírem saqueadores de túmulos.

A jadeíte birmanesa só ganhou importância na China no fim do século XVIII.

➜ Amuletos e talismãs

História: Mesoamérica e Nova Zelândia

Para os olmecas e maias, o jade (jadeíte) era a pedra mais preciosa. Vinha do vale do rio Motagua, na Guatemala, e servia para joias, máscaras e figuras rituais.

O rei maia Pakal de Palenque (603–683) foi sepultado com uma máscara de jade. O túmulo foi descoberto por Alberto Ruz Lhuillier e aberto em 1952.

Na Nova Zelândia, a nefrite chama-se pounamu e é um taonga (tesouro) para os Maori. Desde 1997, a propriedade do pounamu natural pertence à tribo Ngāi Tahu. Os pendentes hei-tiki são dos objetos mais conhecidos.

Na tradição esotérica moderna

Na tradição esotérica moderna, o jade é associado a:

  • harmonia, serenidade e equilíbrio;
  • prosperidade e boa sorte, influência clara do prestígio do jade na cultura chinesa;
  • proteção, sobretudo em amuletos usados ao pescoço.

São crenças e convenções modernas, sem comprovação científica. A antiga fama de «pedra dos rins» é histórica, não médica: se tem dores ou problemas de saúde, consulte um médico.

➜ Cristais para dinheiro

Cuidados

  • Limpeza: água morna e sabão neutro, pano macio. Seque bem.
  • Evite ultrassons, vapor, calor forte e produtos químicos, sobretudo em jade tratado.
  • Guarde-o separado de pedras mais duras, que o podem riscar.

➜ Como limpar cristais

Tratamentos e imitações

O comércio de jade usa uma classificação simples:

Tipo O que significa
Tipo A Natural, sem tratamento (só encerado). O mais valioso
Tipo B Branqueado com ácido e impregnado com resina
Tipo C Tingido artificialmente
Tipo D Pedra composta (colada)

Muitas peças vendidas como «jade» são outras pedras verdes (serpentina, aventurina, quartzito tingido) ou vidro. Peça sempre a identificação da pedra e, em peças caras, um certificado de laboratório gemológico.

Continue a ler

➜ Aventurina

➜ Malaquite

➜ Como usar cristais na magia

➜ Todos os cristais

Fontes

A minha nota

Escreva aqui as suas anotações. Ficam guardadas só neste dispositivo — não são enviadas para nenhum servidor.

Continue a explorar

Ver tudo em Cristais ›