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💎 Cristais

Labradorita

A labradorita é um feldspato com reflexos azuis e verdes causados por camadas microscópicas. Composição, dureza, nome, crenças, cuidados e imitações.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O que é a labradorita
  2. Porque brilha: a labradorescência
  3. O nome e a história
  4. Na tradição esotérica moderna
  5. Cuidados práticos
  6. Como distinguir
  7. Continue a ler
  8. Fontes

À primeira vista, a labradorita é uma pedra cinzenta e discreta. Mas basta rodá-la à luz para aparecerem clarões azuis, verdes, dourados ou até cor de laranja.

Esse jogo de cores tem nome próprio, labradorescência, e uma explicação física muito bonita. A tradição esotérica moderna fez dele um símbolo de intuição e de «magia».

O que é a labradorita

Característica Labradorita
Mineral Feldspato plagioclase
Composição Aluminossilicato de cálcio e sódio
Dureza (Mohs) 6 a 6,5
Cor de fundo Cinzenta a escura
Efeito ótico Labradorescência (reflexos coloridos)
Origens Canadá, Finlândia, Madagáscar, Noruega, entre outras

Os feldspatos são os minerais mais abundantes da crosta terrestre. A labradorita é um feldspato rico em cálcio, típico de rochas escuras como o gabro e o anortosito.

Porque brilha: a labradorescência

Quando a rocha arrefece muito devagar, o feldspato separa-se em camadas finíssimas de composição ligeiramente diferente, com a espessura de uma fração da luz visível.

A luz reflete-se nessas camadas e as ondas interferem entre si, como numa bolha de sabão ou na asa de uma borboleta. Por isso a cor só aparece num certo ângulo e muda quando se roda a pedra.

O nome e a história

O nome vem da península do Labrador, no Canadá. A localidade-tipo é a ilha de Paul, perto de Nain, onde o mineral foi descrito pela primeira vez.

Na Finlândia, em Ylämaa, descobriu-se em 1940 uma variedade de cores especialmente vivas, a espectrolite. Deu origem a uma pequena indústria local de lapidação depois da Segunda Guerra Mundial.

Circulam na internet «lendas inuítes» sobre a origem da labradorita, mas não encontrámos fonte fiável que as documente, por isso não as reproduzimos.

Na tradição esotérica moderna

Na tradição esotérica moderna, a labradorita é associada a:

  • intuição e perceção;
  • proteção da «aura»;
  • momentos de mudança e transformação;
  • a ideia de «magia escondida», por causa das cores que só aparecem de certos ângulos.

São crenças inspiradas no próprio aspeto da pedra. A cristaloterapia não tem comprovação científica.

➜ Como desenvolver a intuição

➜ A aura

Cuidados práticos

  • Clivagem: a labradorita parte-se com facilidade ao longo de planos internos. Evite pancadas e ultrassons.
  • Água: pode lavar-se rapidamente com água morna e sabão neutro. Não a deixe de molho: as fissuras podem reter água.
  • Sal e produtos químicos: evite; riscam ou baçam o polimento.
  • Sol: não desbota, mas o calor forte e as mudanças bruscas de temperatura podem fissurá-la.

➜ Como limpar cristais

Como distinguir

  • O teste do ângulo: na labradorita verdadeira, a cor aparece e desaparece quando se roda a pedra. Se a cor é igual de todos os ângulos, desconfie.
  • Vidro e plástico iridescentes: têm brilho à superfície, sem profundidade, e muitas vezes bolhas.
  • Pedras com película: alguns cristais são revestidos com uma camada metálica que dá reflexos azuis («aqua aura» e semelhantes). Esses brilhos são artificiais.
  • Pedra da lua: também é feldspato, mas o brilho é branco-azulado e leitoso, não em manchas coloridas.

Continue a ler

➜ Pedra do sol

➜ Obsidiana

➜ Meditação

➜ Todos os cristais

Fontes

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