A malaquite é fácil de reconhecer: um verde intenso com faixas e círculos claros e escuros, como os anéis de uma árvore.
É um minério de cobre. Essa origem explica a sua beleza, mas também o principal cuidado a ter com ela: o pó de malaquite é tóxico.
Aqui encontra a história documentada da pedra, as crenças associadas e as precauções que deve conhecer antes de a usar.
Ficha
| Característica | Malaquite |
|---|---|
| Nome | Malaquite (no Brasil, «malaquita») |
| Composição | Carbonato básico de cobre, Cu₂CO₃(OH)₂ |
| Dureza (Mohs) | 3,5 a 4 (macia) |
| Cor | Verde, em faixas claras e escuras |
| Onde se encontra | Zonas de minas de cobre: Montes Urais (Rússia), República Democrática do Congo, entre outras |
| Minerais associados | Azurite (azul) e outros minerais de cobre |
O mineral
A malaquite forma-se quando minérios de cobre se alteram perto da superfície. Por isso aparece junto de outros minerais de cobre, sobretudo a azurite, de cor azul.
Cresce em massas arredondadas (botrioidais) e em camadas. Quando cortada e polida, mostra as faixas concêntricas que a tornam tão característica.
É macia: risca-se com facilidade e perde o polimento com o uso.
De onde vem o nome
O nome vem do grego molochites lithos, «pedra cor de malva», por o verde lembrar as folhas da malva.
História
Egito. A malaquite era extraída no Sinai e perto do istmo de Suez desde cerca de 4000 a.C., e no vale de Timna durante mais de 3000 anos. Para os egípcios, o verde (wadj) simbolizava renascimento e fertilidade. O pigmento verde de malaquite era usado em preparações para os olhos nos rituais funerários.
Pigmento. Moída, a malaquite foi um pigmento verde usado na pintura desde a Antiguidade até cerca de 1800, quando foi substituída por pigmentos sintéticos.
Rússia. Os Montes Urais forneceram grandes quantidades de malaquite. A mais famosa obra decorativa é a Sala da Malaquite, no Palácio de Inverno, hoje Museu Hermitage, em São Petersburgo.
Crenças e tradição
Uma superstição espanhola do século XVII dizia que um losango de malaquite ao pescoço das crianças as ajudava a dormir e afastava os maus espíritos. É um exemplo, entre muitos, de pedras usadas como amuleto infantil na Europa.
Na tradição esotérica moderna, a malaquite é associada a:
- proteção, sobretudo contra «energias negativas»;
- transformação e mudança;
- a cor verde, e por isso à natureza, ao crescimento e à prosperidade.
São crenças e convenções modernas, sem comprovação científica. A malaquite não trata doenças.
Precauções: o pó é tóxico
Por conter cobre, a malaquite é classificada como nociva se ingerida e o pó pode ser perigoso se inalado e irritar.
Uma pedra polida, inteira, pode ser manuseada sem problema. Os cuidados são estes:
- Nunca faça «elixires» ou «água de cristal» com malaquite, nem a ponha em bebidas.
- Não a lixe, corte ou pula em casa. O pó fino é o maior risco. Quem trabalha a pedra usa máscara e água.
- Pedras em bruto largam pó: lave as mãos depois de lhes mexer.
- Crianças e animais: mantenha-a fora do alcance, sobretudo peças pequenas que possam ser levadas à boca.
- Se alguém engolir um pedaço ou pó, contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV): 800 250 250.
Cuidados de limpeza
- Limpe com pano seco ou ligeiramente húmido. Seque logo.
- Evite água durante muito tempo, sal, ácidos e vinagre. A malaquite é sensível aos ácidos e perde o brilho.
- Guarde-a separada das pedras duras, que a riscam.
Imitações
Existem muitas imitações em plástico, vidro ou pó prensado com resina. Desconfie de peças muito leves, muito baratas ou com faixas demasiado regulares e repetidas.
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➜ Jade
Fontes
- «Malachite», Wikipedia — en.wikipedia.org/wiki/Malachite
- «Malaquita», Wikipédia — pt.wikipedia.org/wiki/Malaquita
- «Malachite», PubChem (NIH) — pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Malachite