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🧙 Figuras do Oculto

A. E. Waite e Pamela Colman Smith, os criadores do tarot Rider-Waite

Quem criou o tarot mais popular do mundo? A. E. Waite deu as ideias, Pamela Colman Smith desenhou as 78 cartas em 1909. A história e o reconhecimento tardio.

4 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha
  2. Arthur Edward Waite, o erudito
  3. Pamela Colman Smith, a artista
  4. O baralho de 1909
  5. O reconhecimento tardio de Pamela
  6. Direitos de autor
  7. Curiosidades
  8. Continue a ler
  9. Fontes

Se já viu uma carta de tarot, é muito provável que fosse do tarot Rider-Waite: o Louco à beira do precipício, a Torre atingida pelo raio, o Três de Espadas com o coração trespassado.

Durante décadas, o baralho teve o nome de duas pessoas — o editor, Rider, e o autor, Waite. Faltava a mais importante: a artista que desenhou todas as cartas, Pamela Colman Smith. Esta página conta a história dos dois.

Ficha

Campo Informação
Nomes Arthur Edward Waite / Pamela Colman Smith («Pixie»)
Nascimento Waite: 2 out. 1857, Brooklyn (EUA) / Smith: 16 fev. 1878, Londres
Morte Waite: 19 maio 1942 / Smith: 18 set. 1951, Bude (Cornualha)
Ocupação Waite: escritor e ocultista / Smith: ilustradora e cenógrafa
Obras principais O tarot de 1909; The Pictorial Key to the Tarot (1911)
Conhecidos por O baralho de tarot mais usado do mundo

Arthur Edward Waite, o erudito

Waite nasceu em Nova Iorque, mas o pai morreu cedo e a mãe levou-o para Inglaterra, onde cresceu. Foi um leitor e escritor incansável.

Entrou na Golden Dawn em 1891, saiu e voltou a entrar. Depois da crise de 1900, dirigiu um dos ramos da ordem e, em 1915, fundou a sua própria Fellowship of the Rosy Cross. Foi também maçon.

Escreveu sobre Cabala, alquimia, Graal, rosacrucianismo e grimórios, e traduziu Éliphas Lévi para inglês. O seu Book of Ceremonial Magic (1911) descreve os grimórios com um olhar crítico. O biógrafo R. A. Gilbert considera que foi dos primeiros a estudar a história do ocultismo como tradição espiritual.

➜ A Golden Dawn

➜ Éliphas Lévi

Pamela Colman Smith, a artista

Pamela nasceu em Londres, filha de pais americanos. Passou parte da infância na Jamaica e estudou arte no Pratt Institute, em Brooklyn.

De volta a Londres, trabalhou no teatro Lyceum, com a atriz Ellen Terry, o ator Henry Irving e Bram Stoker, o autor de Drácula. Ilustrou mais de vinte livros, publicou contos populares jamaicanos e expôs em Nova Iorque na galeria de Alfred Stieglitz, o que era raro para uma pintora.

Em 1901 entrou na Golden Dawn, onde conheceu Waite.

O baralho de 1909

Em 1909, Waite encomendou a Pamela um novo tarot. Ela pintou cerca de 80 desenhos entre abril e outubro. O baralho saiu em dezembro de 1909, publicado pela editora William Rider & Son, de Londres.

Waite deu as indicações e o simbolismo, sobretudo dos Arcanos Maiores. Pamela criou as imagens. E fez algo novo: pela primeira vez num baralho tão difundido, todas as 56 cartas dos Arcanos Menores tinham cenas com pessoas, em vez de simples copas, espadas ou moedas repetidas.

Para isso, inspirou-se em parte no tarot Sola Busca, um baralho italiano do século XV cujas fotografias estavam expostas no Museu Britânico.

Waite também trocou a ordem de duas cartas: a Força passou a ser a 8 e a Justiça a 11, para bater com as correspondências astrológicas da Golden Dawn (Leão e Balança).

➜ Os Arcanos Maiores

➜ Tarot: o guia completo

O reconhecimento tardio de Pamela

Pamela recebeu um pagamento fixo pelo trabalho, sem direitos sobre as vendas. Em 1911 converteu-se ao catolicismo. Viveu os últimos anos na Cornualha, com dificuldades, e morreu pobre em 1951. Não se sabe ao certo onde foi sepultada.

Só a partir de 1971, quando a editora americana U.S. Games começou a publicar o baralho em grande escala, o tarot se tornou o mais popular do mundo. Com o tempo, historiadores e leitores começaram a chamar-lhe Rider-Waite-Smith ou Waite-Smith, para dar a Pamela o crédito devido.

Nas cartas, a assinatura dela está lá desde o início: um pequeno monograma no canto de muitas imagens.

Direitos de autor

A edição original de 1909 está em domínio público em países com proteção de 70 anos após a morte do autor, como o Reino Unido e Portugal. Edições modernas com cores ou alterações novas podem ter direitos próprios.

Curiosidades

  • Pamela dizia pintar ao som de música e ver imagens enquanto ouvia.
  • O livro de Waite que acompanha o baralho, The Pictorial Key to the Tarot (1911), trazia as 78 cartas a preto e branco.
  • Aleister Crowley detestava Waite e troçava dele nos seus escritos.

Continue a ler

➜ História do tarot

➜ Tarot para iniciantes

➜ Aleister Crowley

➜ Figuras do Oculto

Fontes

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