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🕯️ Velas

Vela roxa (violeta): significado e tradição

A vela roxa na tradição esotérica moderna e na liturgia católica: Advento, Quaresma e luto. A história da púrpura e como acender a vela com segurança.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O roxo na liturgia católica
  2. A púrpura: a cor mais cara da Antiguidade
  3. Na tradição esotérica moderna
  4. Um uso simples: vela roxa na Quaresma ou no Advento
  5. Segurança
  6. Continue a ler
  7. Fontes

A vela roxa, ou violeta, é nos guias de velas a cor da espiritualidade, da meditação, da intuição e da transformação. É talvez a cor com mais peso simbólico na tradição cristã.

Em Portugal, quase toda a gente já a viu: é a cor das velas e dos paramentos do Advento e da Quaresma.

O roxo na liturgia católica

Na Igreja Católica, o roxo (violeta) é a cor da penitência, da espera e da preparação. Usa-se:

Tempo ou celebração Sentido
Advento Preparação para o Natal
Quaresma Penitência antes da Páscoa
Sábado Santo (exceto a Vigília) Espera
Dia dos Fiéis Defuntos (2 de novembro) Oração pelos mortos
Funerais Em alternativa ao preto

Por isso, a coroa do Advento tem muitas vezes três velas roxas e uma rosa: a rosa acende-se no terceiro domingo (Gaudete), uma pausa de alegria no meio da espera.

As regras das cores litúrgicas ficaram fixadas em Roma por volta do século XII e foram codificadas no Missal Romano de 1570, de Pio V.

➜ Vela rosa: significado e liturgia

➜ Velas dos santos

A púrpura: a cor mais cara da Antiguidade

O prestígio do roxo começou muito antes do cristianismo. A púrpura de Tiro era um corante extraído de caracóis marinhos (múrices). Eram precisos cerca de 12 000 caracóis para obter pouco mais de um grama de corante.

Os Fenícios, a partir da cidade de Tiro (atual Líbano), fizeram dela um grande negócio. Em Roma, no século IV, só o imperador podia vestir púrpura de Tiro. Em Bizâncio, o filho de um imperador reinante era chamado porfirogénito, «nascido na púrpura».

Uma curiosidade da língua

Em português antigo, «roxo» queria dizer vermelho. A palavra vem do latim russeus, «vermelho-escuro», e só depois passou a designar a cor da violeta. Ainda hoje, em Portugal, «roxo» pode designar informalmente o vinho tinto.

Na tradição esotérica moderna

Os livros de magia com velas do século XX associam a vela roxa a:

  • espiritualidade, oração e meditação;
  • intuição e sonhos;
  • transformação e fim de ciclos;
  • sabedoria e estudo do oculto;
  • dignidade e autoridade, herança da púrpura imperial.

Nos sistemas de chakras da Nova Era, o violeta é a cor do chakra da coroa. São convenções simbólicas modernas, não efeitos comprovados.

➜ Chakras

➜ Meditação

Um uso simples: vela roxa na Quaresma ou no Advento

Prática redigida pelo Grimório.pt, inspirada no costume da coroa do Advento.

  1. Pouse uma vela roxa num castiçal estável, num lugar calmo da casa.
  2. Acenda-a uma vez por semana, sempre no mesmo dia (por exemplo, ao domingo).
  3. Faça uma oração que conheça, como o Pai-Nosso, ou fique alguns minutos em silêncio.
  4. Pense numa coisa que quer mudar ou preparar até à festa.
  5. Apague a vela antes de sair da divisão.

➜ Pai-Nosso

Segurança

  • Nunca deixe a vela acesa sem vigilância nem durante o sono.
  • Numa coroa de Advento com ramos secos, o risco de incêndio é maior: prefira ramos frescos, afaste as velas dos ramos e nunca a deixe acesa sozinha.
  • Afaste crianças e animais; areje a divisão.

➜ Como usar velas com segurança

Continue a ler

➜ Cores das velas e os seus significados

➜ A vela das almas

Fontes

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