O ónix é a pedra das faixas paralelas, em geral negras e brancas. Foi o material preferido dos camafeus antigos, porque as camadas de cor permitem gravar uma figura clara sobre um fundo escuro.
Hoje, quase todo o «ónix negro» à venda é tingido, e muitos objetos vendidos como «ónix» nem sequer são ónix. Vale a pena saber distinguir.
Nesta página separamos o mineral, a história documentada e as crenças.
Ficha
| Característica | Ónix |
|---|---|
| Nome | Ónix (no Brasil, «ônix») |
| Composição | Calcedónia (sílica microcristalina, SiO₂), variedade de ágata |
| Dureza (Mohs) | 6,5 a 7 |
| Cor | Faixas paralelas negras e brancas; variantes castanhas e avermelhadas |
| Onde se encontra | Depósitos de calcedónia em muitos países |
| Outros nomes | Sardónix (faixas castanho-avermelhadas e brancas) |
O mineral
O ónix é uma calcedónia, uma forma de quartzo de grão finíssimo. É uma variedade de ágata, com uma diferença: no ónix as faixas são paralelas e direitas, enquanto na ágata costumam ser curvas e irregulares.
Quando as faixas são castanho-avermelhadas (de sárdio) alternadas com brancas ou negras, chama-se sardónix.
O ónix negro é quase sempre tingido
O ónix totalmente negro é raro na natureza. O comercial é obtido mergulhando calcedónia numa solução de açúcar e tratando-a depois com ácido, que carboniza o açúcar e escurece a pedra.
Não é uma técnica moderna: Plínio, o Velho, já descrevia no século I tratamentos artificiais destas pedras.
O falso «ónix» de calcite
Muitas taças, cinzeiros e figuras vendidos como «ónix» são, na verdade, calcite ou mármore em faixas, chamados «ónix mármore» ou «ónix do México». São muito mais macios e riscam-se com uma faca. É o caso da maioria dos objetos esculpidos vendidos hoje como ónix.
De onde vem o nome
«Ónix» vem, pelo latim, do grego ónyx, que quer dizer «unha» ou «garra». Uma explicação possível é que o ónix de faixas rosadas e brancas lembra a cor de uma unha.
História
Egito. Já na II Dinastia se faziam vasos de ónix.
Bíblia. O ónix é mencionado várias vezes. No Êxodo (28, 9–12), o sumo sacerdote Aarão devia usar sobre os ombros duas pedras de ónix gravadas com os nomes das doze tribos de Israel, seis em cada pedra. O ónix aparece também na quarta fila do peitoral (Êx 28, 20). As traduções antigas nem sempre concordam sobre qual pedra moderna corresponde a cada nome hebraico.
Grécia e Roma. Os camafeus de pedra dura existem desde, pelo menos, o século V a.C. Em Roma, o ónix e o sardónix foram muito usados em camafeus e selos. Um exemplo célebre é a Gemma Augustea, camafeu gravado em duas camadas de cor, hoje em Viena.
Renascimento e século XIX. A arte do camafeu voltou em força no Renascimento e de novo nos séculos XVIII e XIX. Mais tarde, as conchas substituíram muitas vezes a pedra, por serem mais baratas.
Crenças e tradição
As crenças antigas documentadas referem-se sobretudo ao sardónix:
- os soldados romanos levavam amuletos de sardónix gravados com Marte, deus da guerra, para ganhar coragem;
- no Renascimento, acreditava-se que dava eloquência;
- em Inglaterra, algumas parteiras colocavam-no junto da parturiente para facilitar o parto.
Na tradição esotérica moderna, o ónix negro é associado a:
- proteção e firmeza;
- autocontrolo e disciplina;
- afastar «energias negativas», como outras pedras negras.
São crenças e convenções, sem comprovação científica. Nenhuma pedra substitui acompanhamento médico, sobretudo na gravidez e no parto.
Cuidados
- O ónix verdadeiro é resistente: limpe com água morna, sabão neutro e pano macio.
- Evite ácidos e produtos agressivos, que podem afetar o tingimento.
- O «ónix» de calcite é macio e sensível a ácidos, incluindo limão e vinagre.
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➜ Azeviche
Fontes
- «Onyx», Wikipedia — en.wikipedia.org/wiki/Onyx
- «Ónix», Wikipédia — pt.wikipedia.org/wiki/Ónix
- «Cameo (carving)», Wikipedia — en.wikipedia.org/wiki/Cameo_(carving)
- Êxodo 28, 9–20 — biblegateway.com