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🕊️ Espiritismo e Mediunidade

Sonhos espirituais: mensagens, crenças e ciência

Sonhos como mensagens: das curas nos templos gregos à tradição portuguesa de sonhar com os mortos, o que diz a ciência do sono e quando ir ao médico.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Os sonhos nas tradições
  2. O que diz a ciência
  3. Quando falar com um médico
  4. Para quem quer registar os sonhos
  5. Continue a ler
  6. Fontes

Um sonho com um familiar que morreu, um sonho que parece um aviso, um sonho que se repete. Muitas pessoas sentem que certos sonhos são mais do que sonhos.

Nesta página vemos como as tradições interpretaram os sonhos, o que a ciência do sono sabe hoje e em que casos vale a pena falar com um médico.

Os sonhos nas tradições

Na Antiguidade

Os antigos levavam os sonhos muito a sério. Nos templos gregos de Asclépio, como o de Epidauro, os doentes dormiam num espaço sagrado à espera de um sonho em que o deus lhes indicasse a cura. Chamava-se incubação. Placas de mármore do século IV a.C. registam dezenas desses relatos.

Na Bíblia

Na tradição judaico-cristã, os sonhos surgem como meio de revelação: José do Egito, que interpreta os sonhos do Faraó, ou José de Nazaré, avisado em sonhos para fugir com Maria e o Menino.

Na tradição portuguesa

Na religiosidade popular, sonhar com um morto era muitas vezes entendido como um pedido de orações: a alma precisaria de ajuda para descansar. Daí o costume de rezar ou mandar dizer uma missa pela pessoa com quem se sonhou.

➜ Oração pelos mortos

Também circularam os populares «livros dos sonhos», com listas de significados. São interpretações populares, sem base histórica comum: o mesmo sonho tem significados diferentes de livro para livro.

O que diz a ciência

Porque sonhamos

Os sonhos mais vivos acontecem sobretudo na fase REM do sono. Os investigadores associam-nos à forma como o cérebro organiza memórias e emoções. Por isso sonhamos tanto com o que nos preocupa ou com quem nos faz falta.

Sonhar com quem morreu

É muito comum no luto. Muitas pessoas descrevem estes sonhos como reconfortantes, uma espécie de despedida. Não são sinal de doença.

Sonhos «premonitórios»

Todos temos milhares de sonhos. Por acaso, alguns vão coincidir com o que acontece depois, e são esses que recordamos. Os outros esquecemos. Os psicólogos chamam-lhe memória seletiva.

Entre o sono e a vigília

Ao adormecer e ao acordar podem surgir imagens, vozes ou a sensação de uma presença. É a hipnagogia e, por vezes, a paralisia do sono.

➜ Presenças espirituais: o que se sente e porquê

➜ Sonhos lúcidos

Quando falar com um médico

  • Pesadelos frequentes que perturbam o sono ou o dia, sobretudo depois de um acontecimento traumático.
  • Mexer-se muito, gritar, dar pontapés ou cair da cama a sonhar. Depois dos 50 anos, isto pode ser a perturbação comportamental do sono REM, que deve ser avaliada por um médico, porque pode anteceder em anos algumas doenças neurológicas.
  • Sonolência forte durante o dia ou episódios repetidos de paralisia do sono.
  • Um luto que não alivia: um psicólogo pode ajudar.

Para quem quer registar os sonhos

Um caderno junto à cama, onde escreve o sonho logo ao acordar, é uma forma simples de refletir sobre ele. Muitas pessoas guardam estes registos no seu grimório pessoal, ao lado de orações e notas.

➜ Como fazer o seu grimório pessoal

Continue a ler

➜ Experiências fora do corpo

➜ Comunicar com os mortos: a história e o luto

➜ Relatos e locais em Portugal no PortugalParanormal.pt

Fontes

  • «Asclepeion», Wikipedia — en.wikipedia.org
  • «Rapid eye movement sleep behavior disorder», Wikipedia — en.wikipedia.org
  • «Sleep paralysis», NHS — nhs.uk
  • Bíblia: Génesis 41; Mateus 2,13.

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