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🕊️ Espiritismo e Mediunidade

Comunicar com os mortos: a história e o luto

Das irmãs Fox (1848) ao tabuleiro Ouija (1890): a história das tentativas de falar com os mortos, o efeito ideomotor e formas saudáveis de viver o luto.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Uma crença muito antiga
  2. 1848: as irmãs Fox
  3. As mesas girantes e o efeito ideomotor
  4. 1890: o tabuleiro Ouija
  5. Porque há quem se sinta pior
  6. Formas saudáveis de manter a ligação
  7. Continue a ler
  8. Fontes

Querer voltar a falar com quem morreu é um dos desejos mais humanos que existem. Por isso, esta pesquisa é tão frequente.

O Grimório.pt não ensina sessões nem tabuleiros Ouija. Explicamos a história destas práticas, o que se descobriu sobre elas e formas saudáveis de manter viva a ligação a quem perdemos.

Uma crença muito antiga

Muitas culturas acreditaram que era possível consultar os mortos. A Antiguidade chamou-lhe necromancia. O cristianismo, pelo contrário, rejeitou a evocação dos mortos e propôs outra relação com eles: rezar por eles.

O Catecismo da Igreja Católica continua a incluir a «evocação dos mortos» entre as práticas de adivinhação a rejeitar.

1848: as irmãs Fox

A moda moderna das sessões começou em 1848, em Hydesville, nos Estados Unidos. As irmãs Kate e Margaretta Fox diziam comunicar com um espírito através de pancadas («raps»). O caso lançou o espiritualismo, que se espalhou pela América e pela Europa.

Em 21 de outubro de 1888, em Nova Iorque, Margaretta confessou publicamente a fraude e mostrou como produzia os sons: estalando as articulações dos dedos dos pés. Um ano depois retratou-se, mas a confissão ficou registada.

As mesas girantes e o efeito ideomotor

Nos anos 1850, as mesas girantes tornaram-se moda nos salões europeus. Em 1853, o cientista Michael Faraday testou-as e concluiu que eram os próprios participantes a empurrar a mesa, sem se darem conta.

O fisiologista William Carpenter tinha dado nome ao fenómeno em 1852: efeito ideomotor, movimentos musculares pequenos e inconscientes, guiados pelas expectativas.

1890: o tabuleiro Ouija

O tabuleiro Ouija foi lançado como produto comercial por volta de 1890, pela Kennard Novelty Company, e patenteado em 1891. Nasceu como jogo de salão.

O ponteiro «que se mexe sozinho» é o mesmo efeito ideomotor. Os estudos mostram que as respostas vêm dos próprios participantes, por vezes de conhecimentos que nem sabiam ter.

Porque há quem se sinta pior

Estas práticas podem deixar pessoas em luto mais ansiosas, com medo ou dependentes de novas «mensagens». E ao longo da história muitos se aproveitaram da dor alheia para ganhar dinheiro.

Desconfie de quem cobra para trazer mensagens de quem morreu.

Formas saudáveis de manter a ligação

  • Falar sobre a pessoa com a família e os amigos; contar as histórias dela.
  • Rituais de memória: visitar a campa, acender uma vela em lugar seguro, fazer um álbum, cozinhar a receita preferida.
  • Escrever uma carta a quem partiu, dizendo o que ficou por dizer.
  • Rezar pelos mortos, se tem fé, como faz a tradição portuguesa, sobretudo no Dia de Finados.
  • Procurar um psicólogo se a dor não alivia, se não consegue retomar a vida ou se tem pensamentos de desespero.

Sonhar com quem morreu ou sentir a sua presença é muito comum no luto, e não é sinal de doença.

➜ Oração pelos mortos

➜ Dia de Finados

➜ Como usar velas com segurança

Continue a ler

➜ Espiritismo: a doutrina de Allan Kardec

➜ Sonhos espirituais

➜ Relatos e locais em Portugal no PortugalParanormal.pt

Fontes

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