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Amarração à distância: o que é e o que deve saber

O que é a amarração à distância, porque a magia sempre agiu sem a presença da pessoa e o que perguntar antes de pagar um trabalho feito à distância.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. A distância na tradição mágica
  2. O que a tradição diz
  3. Ética e limites
  4. Expectativas honestas
  5. Antes de pagar um trabalho à distância
  6. Perguntas frequentes
  7. Continue a ler
  8. Fontes

Hoje, quase todos os trabalhos espirituais anunciados na internet são feitos à distância. A pessoa envia um nome, uma data de nascimento e às vezes uma fotografia, e o ritual é feito noutro lugar.

Esta página explica porque a tradição mágica sempre trabalhou assim, o que isso significa segundo a crença e, sobretudo, que cuidados ter antes de pagar um trabalho que não vai ver ser feito.

A distância na tradição mágica

A ideia de agir sobre alguém que não está presente é tão antiga como a própria magia.

As tabuinhas de chumbo gregas e romanas (katadesmos, defixio) nomeavam uma pessoa e eram enterradas longe dela, num túmulo ou num poço. A pessoa visada nunca as via.

No século XIX, o antropólogo James Frazer descreveu este raciocínio como magia simpática: pela «lei do contacto», coisas que estiveram juntas continuariam a influenciar-se à distância. Por isso tantas práticas pedem um nome, um retrato ou um objeto da pessoa.

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O que a tradição diz

Segundo a crença, a distância física não conta no plano espiritual. Um ritual feito em Lisboa atuaria da mesma forma sobre alguém no Porto, em Paris ou em São Paulo.

É uma afirmação de fé, não um facto demonstrado. Não há forma de verificar se um ritual feito à distância teve algum efeito, nem sequer, muitas vezes, se foi realmente feito.

Ética e limites

A distância não muda a questão essencial. Uma amarração, feita perto ou longe, pretende prender a vontade de outra pessoa, que não foi consultada.

Há ainda uma questão prática: enviar a terceiros a fotografia, a data de nascimento e a morada de alguém é partilhar dados pessoais dessa pessoa sem o seu consentimento. Pense nisso antes de o fazer.

O Grimório.pt não ensina rituais para prender ninguém. Se procura apoio espiritual, há orações que pedem paz, clareza e o bem de ambos.

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Expectativas honestas

Nenhum trabalho espiritual garante resultados, à distância ou presencialmente. Não há prazos que se possam prometer.

No trabalho à distância, o risco de burla é maior: não vê o que é feito, não conhece a pessoa e muitas vezes paga por transferência a alguém que só conhece por mensagens.

Antes de pagar um trabalho à distância

Confirme sempre:

  • Nome, morada e contribuinte de quem presta o serviço.
  • Preço total por escrito, antes de começar, e fatura.
  • O que vai ser feito, em concreto.

Desconfie se:

  • lhe garantem o regresso da pessoa ou dão um prazo;
  • lhe pedem mais dinheiro para «reforçar» ou porque «apareceu um bloqueio»;
  • lhe dizem que tem um «trabalho feito» sem nunca o terem visto;
  • o ameaçam com consequências se desistir.

Em Portugal, qualquer prestador de serviços deve ter Livro de Reclamações, também em formato eletrónico. Em caso de problema, a DECO pode orientar.

➜ Como escolher um bruxo sério e evitar burlas

Perguntas frequentes

Preciso de enviar fotografia ou cabelo da pessoa?
Algumas tradições pedem-no, pela lógica da magia simpática. Mas isso implica usar dados e objetos de alguém sem consentimento, o que desaconselhamos.

Um trabalho à distância é mais fraco?
Segundo a crença, não. Mas nenhum, perto ou longe, tem resultados demonstrados.

Como sei que o ritual foi feito?
Não há forma segura de saber. Por isso é tão importante conhecer quem contrata e ter tudo por escrito.

Continue a ler

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Fontes

  • «Sympathetic magic», Wikipedia — en.wikipedia.org
  • «Curse tablet», Wikipedia — en.wikipedia.org
  • James George Frazer, The Golden Bough, 1890.
  • John G. Gager, Curse Tablets and Binding Spells from the Ancient World, Oxford University Press, 1992.

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