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🌿 Ervas

Hortelã: espécies, tradição e precauções

Ficha da hortelã: hortelã-comum, hortelã-pimenta e poejo, o mito de Minta, o simbolismo esotérico, a cozinha portuguesa e as precauções — o poejo é tóxico.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha rápida
  2. A planta
  3. História e mito
  4. Na tradição esotérica
  5. Na cozinha portuguesa
  6. Precauções
  7. Continue a ler
  8. Fontes

A hortelã é das ervas mais fáceis de cultivar e das mais usadas na cozinha portuguesa. Uma folha na canja, um chá depois do jantar, um vaso na varanda.

Na tradição esotérica moderna, é associada à frescura, à prosperidade e à limpeza. Mas atenção: «hortelã» é um nome que cobre várias plantas, e uma delas, o poejo, pode ser perigosa.

Ficha rápida

Espécie Nome científico
Hortelã, hortelã-comum Mentha spicata
Hortelã-pimenta Mentha × piperita
Poejo Mentha pulegium
Hortelã-brava, mentrasto Mentha suaveolens

Todas pertencem ao género Mentha, da família das Lamiáceas, a mesma do alecrim, da salva e do manjericão. Várias crescem espontâneas em Portugal, junto a ribeiras e terrenos húmidos.

A planta

As hortelãs são plantas vivazes, de caules quadrados e folhas opostas, com cheiro fresco. Espalham-se por raízes subterrâneas e podem invadir um canteiro inteiro. Por isso, muitos jardineiros preferem cultivá-las em vaso.

O frescor vem sobretudo do mentol (na hortelã-pimenta) e da carvona (na hortelã-comum). O poejo tem outra substância dominante, a pulegona, que é tóxica em dose elevada.

História e mito

O nome do género vem de Minta (Menthe), uma ninfa da mitologia grega que, segundo o mito, foi transformada numa planta rasteira por ciúmes de Perséfone. É uma lenda, não um facto, mas explica o nome que a planta tem em quase todas as línguas europeias.

Gregos e romanos usavam hortelã na cozinha e para perfumar. Na Idade Média era cultivada nas hortas dos mosteiros.

Na tradição esotérica

Na tradição esotérica moderna, a hortelã é associada a:

  • Prosperidade e dinheiro — uma folha na carteira ou um vaso à entrada de uma loja;
  • Limpeza e frescura da casa;
  • Clareza mental e ânimo.

Estas associações são modernas e simbólicas, provavelmente ligadas ao cheiro fresco e ao crescimento rápido da planta. Nenhuma prática garante dinheiro ou sorte.

➜ Simpatias para dinheiro

➜ Banho de prosperidade

Na cozinha portuguesa

  • Hortelã-comum: na canja, em ervilhas e favas, saladas e no chá.
  • Poejo: na cozinha alentejana, em sopas e açordas, em pequena quantidade. O uso culinário tradicional é pontual; o perigo está nos chás fortes e no óleo.
  • Hortelã-pimenta: sobretudo em chás, doces e licores.

Precauções

  • Poejo — cuidado sério: o óleo de poejo é muito tóxico. Pequenas quantidades causaram lesões graves no fígado e mortes. Chás fortes de poejo também são desaconselhados. Foi usado no passado como abortivo, com consequências graves. Nunca use poejo para interromper uma gravidez.
  • Gravidez e amamentação: como tempero, a hortelã-comum não tem problemas conhecidos. Evite poejo e óleos essenciais de hortelã.
  • Bebés e crianças pequenas: nunca aplique óleo de hortelã-pimenta ou mentol no rosto de bebés e crianças pequenas; pode causar dificuldade respiratória grave.
  • Azia e refluxo: a hortelã-pimenta pode agravar a azia.
  • Animais: segundo a ASPCA, a hortelã é tóxica para cães, gatos e cavalos em quantidade, causando vómitos e diarreia. Os óleos essenciais são perigosos para gatos.
  • Pele: o óleo puro irrita. Nunca o ponha sem diluir no banho.
  • Medicamentos: quem toma medicação regular deve falar com o médico antes de usar óleo ou cápsulas de hortelã-pimenta.

Em caso de ingestão de óleo de poejo, ligue para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV): 800 250 250.

Continue a ler

➜ Manjericão

➜ Plantas para ter em casa

➜ Todas as ervas

Fontes

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