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🙏 Orações

Credo: o Símbolo dos Apóstolos

O Credo dos Apóstolos no texto usado em Portugal, a diferença para o Credo de Niceia, a lenda dos doze apóstolos e o lugar do Credo nas rezas.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O texto do Credo (Símbolo dos Apóstolos)
  2. Os dois Credos
  3. A história do Símbolo dos Apóstolos
  4. Como se reza na tradição
  5. Notas
  6. Continue a ler
  7. Fontes

O Credo é a profissão de fé dos cristãos. Não é um pedido nem um louvor: é um resumo daquilo em que se acredita, dito na primeira pessoa — «creio».

Existem dois Credos principais na Igreja Católica. Nesta página encontra o texto do mais curto, o Símbolo dos Apóstolos, a sua história verdadeira e a forma como entrou na devoção popular portuguesa.

O texto do Credo (Símbolo dos Apóstolos)

Versão em português usada em Portugal (texto católico tradicional, de domínio público):

Creio em Deus, Pai todo-poderoso,
Criador do Céu e da Terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos Céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos Santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
e na vida eterna.
Ámen.

Os dois Credos

Credo Onde se usa
Símbolo dos Apóstolos (o texto acima) Terço, batismo, catequese; pode substituir o outro na missa
Símbolo Niceno-Constantinopolitano («Creio em um só Deus…») Missa de domingo e dias de festa

O Credo de Niceia-Constantinopla é mais longo. Nasceu dos concílios de Niceia (325) e de Constantinopla (381), para definir com precisão a divindade de Cristo e do Espírito Santo.

A história do Símbolo dos Apóstolos

A lenda dos doze apóstolos

Segundo uma tradição antiga, cada um dos doze apóstolos teria escrito um artigo do Credo antes de partirem a pregar. A ideia já aparece numa carta do Sínodo de Milão, em 390.

É uma lenda, não um facto histórico. A Igreja explica hoje o nome de outra forma: o Credo chama-se «dos Apóstolos» porque resume fielmente a fé que eles pregaram.

O que se sabe de facto

  • O Credo nasceu das perguntas feitas no batismo («Crês em Deus Pai?»).
  • No século IV já existia o chamado Credo Romano Antigo, mais curto.
  • O texto que hoje conhecemos formou-se provavelmente no sul da Gália, no século V.
  • A primeira vez que aparece completo é num escrito de São Pirmínio, no início do século VIII.
  • Substituiu o Credo Romano Antigo na liturgia no tempo de Carlos Magno.

A palavra «símbolo» vem do grego symbolon: um sinal de reconhecimento. Quem dizia o Credo mostrava que pertencia à comunidade.

Como se reza na tradição

  • No início do terço, segurando a cruz.
  • No batismo, em forma de perguntas e respostas.
  • Nas rezas populares portuguesas, o Credo aparece muitas vezes ao lado do Pai-Nosso e da Avé-Maria. Em algumas benzeduras reza-se «um Credo» como proteção.

A língua guardou esse lugar: em português, «Credo!» é também uma interjeição de repulsa ou de susto, como quem afasta o mal com a profissão de fé.

Notas

  • O Credo não é uma oração de proteção no sentido mágico. O texto antigo desta página dizia que criava «uma barreira espiritual» contra maldições. Isso é uma interpretação popular, não um ensinamento da Igreja.
  • No Livro de São Cipriano, as orações de proteção são de forma católica e usam o mesmo vocabulário de fé.

➜ Orações de São Cipriano — todas, por finalidade

Continue a ler

➜ Pai-Nosso

➜ Avé-Maria

➜ Terço — o Rosário completo

➜ Todas as orações, por finalidade e tradição

Fontes

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