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🕊️ Espiritismo e Mediunidade

Espiritismo: a doutrina de Allan Kardec

O espiritismo de Kardec: quem foi, O Livro dos Espíritos (1857), as cinco obras básicas, os princípios da doutrina e a diferença para o espiritualismo.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Quem foi Allan Kardec
  2. As cinco obras básicas
  3. Os princípios da doutrina
  4. Espiritismo não é espiritualismo
  5. O espiritismo no mundo lusófono
  6. Críticas e posições
  7. Continue a ler
  8. Fontes

O espiritismo é uma doutrina criada em França, no século XIX, por Allan Kardec. Defende que os espíritos dos mortos sobrevivem, que reencarnam e que podem comunicar com os vivos através de médiuns.

Os seus seguidores veem-no como ciência, filosofia e religião ao mesmo tempo. Nesta página explicamos quem foi Kardec e o que ensina a doutrina. A história do movimento em Portugal tem página própria.

➜ O espiritismo em Portugal

Quem foi Allan Kardec

«Allan Kardec» é um pseudónimo. O seu nome era Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804–1869), nascido em Lyon. Foi professor e autor de livros escolares, formado na linha pedagógica do suíço Pestalozzi.

A partir de meados da década de 1850, começou a estudar as mesas girantes, moda nos salões de Paris. Convenceu-se de que por trás delas havia inteligências, os espíritos, e decidiu organizar as suas «respostas» num sistema.

Está sepultado no cemitério do Père-Lachaise, em Paris, onde o seu túmulo continua a receber flores.

As cinco obras básicas

Obra Data
O Livro dos Espíritos 18 de abril de 1857
O Livro dos Médiuns 1861
O Evangelho segundo o Espiritismo 1864
O Céu e o Inferno 1865
A Génese 1868

Em 1858, Kardec lançou a Revista Espírita e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Os princípios da doutrina

  • Deus como inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas.
  • A imortalidade do espírito, que sobrevive ao corpo.
  • A reencarnação: o espírito volta a nascer várias vezes para evoluir.
  • O perispírito: um «corpo» subtil que liga o espírito ao corpo físico.
  • A comunicação com os espíritos, através da mediunidade.
  • A lei de causa e efeito: aquilo que fazemos tem consequências nesta e noutras vidas.
  • A pluralidade dos mundos habitados.
  • Jesus como modelo moral, embora sem os dogmas católicos da Trindade ou dos sacramentos.

O lema mais conhecido é «Fora da caridade não há salvação».

➜ Mediunidade: o que é e o que se sabe

➜ Oração espírita

Espiritismo não é espiritualismo

Em português, as palavras confundem-se. O espiritualismo anglo-saxónico nasceu nos Estados Unidos em 1848 e, em geral, não aceita a reencarnação. O espiritismo de Kardec tem a reencarnação no centro da doutrina.

➜ Comunicar com os mortos: a história

O espiritismo no mundo lusófono

O país onde o espiritismo mais cresceu foi o Brasil. No censo de 2010, cerca de 3,8 milhões de brasileiros declararam-se espíritas. Figuras como o médium Chico Xavier (1910–2002) tornaram a doutrina muito popular.

Também influenciou a umbanda, que é, porém, uma religião diferente.

➜ Umbanda

Críticas e posições

  • A Igreja Católica rejeita a evocação dos mortos e pede aos fiéis que se acautelem com o espiritismo.
  • A ciência não reconhece prova de comunicação com os mortos. Muitos fenómenos das sessões do século XIX foram explicados como fraude ou efeito ideomotor.
  • Os espíritas respondem que a doutrina é sobretudo um caminho moral, centrado na caridade.

Continue a ler

➜ Allan Kardec: a vida do fundador

➜ Teosofia

➜ História do ocultismo

Fontes

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