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Cravinho (cravo-da-índia): história, tradição e precauções

Ficha do cravinho ou cravo-da-índia: nome científico, a história portuguesa nas Molucas, o simbolismo esotérico, usos na cozinha e precauções com o óleo.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha rápida
  2. A planta
  3. História: as ilhas do cravo
  4. Na tradição esotérica
  5. Na cozinha e em casa
  6. Precauções
  7. Continue a ler
  8. Fontes

Quando se fala de «cravo» nas ervas mágicas, fala-se do cravinho, a especiaria. Não da flor — o cravo de jardim, símbolo do 25 de Abril, é outra planta.

O cravinho é o botão de flor seco de uma árvore tropical. Foi uma das especiarias mais disputadas da história, e Portugal esteve no centro dessa disputa.

Ficha rápida

Campo Informação
Nomes populares Cravinho, cravo-da-índia, cravo-de-cabecinha
Nome científico Syzygium aromaticum
Família Mirtáceas (a mesma do eucalipto e da murta)
Origem Ilhas Molucas (Indonésia)
Não confundir com Cravo-de-jardim (Dianthus caryophyllus), uma flor

A planta

O cravinho vem de uma árvore perene que pode passar dos 10 metros. Os botões florais são colhidos antes de abrir, quando estão rosados, e secam ao sol até ficarem castanhos.

A forma lembra um pequeno prego — daí o nome, do latim clavus, «prego». O cheiro intenso vem do eugenol, a substância principal do seu óleo.

História: as ilhas do cravo

Durante séculos, o cravinho só crescia em algumas pequenas ilhas das Molucas, como Ternate e Tidore. Chegava à Europa por rotas longas, a preços altíssimos.

Os portugueses chegaram às Molucas em 1512 e, por volta de 1522, construíram em Ternate a fortaleza de São João Baptista. Seguiu-se meio século de disputas pelo comércio do cravo com os sultões locais e com os espanhóis. Em 1575, os portugueses foram forçados a sair de Ternate; no início do século XVII, os holandeses tomaram as últimas posições portuguesas na região.

Na tradição esotérica

Na tradição esotérica moderna, o cravinho é associado a:

  • Proteção e afastamento de «más energias»;
  • Prosperidade, muitas vezes junto com a canela;
  • Atração e amizade.

É usado em saquinhos de ervas, em defumações e espetado em laranjas ou maçãs, formando os chamados pomanders (bolas perfumadas), uma tradição europeia antiga de perfumar a casa.

Na tradição afro-brasileira, o cravo também tem usos próprios, que não cabem nesta página.

Tudo isto é crença e simbolismo. Nenhuma prática garante resultados.

➜ Canela

➜ Como fazer um saquinho de ervas

Na cozinha e em casa

O cravinho aromatiza o vinho quente, doces de fruta, marmelada, presunto assado, cozidos e chás. Usa-se inteiro ou moído, em muito pequena quantidade.

Uma laranja com cravinhos espetados é um ambientador natural simples para o Natal.

Precauções

Como tempero, o cravinho é considerado seguro. O perigo está no óleo de cravinho (óleo essencial), muito concentrado em eugenol.

  • Crianças: a ingestão de óleo de cravinho por crianças pequenas causou casos graves de lesão do fígado, convulsões e perda de consciência. Guarde o óleo fechado e fora do seu alcance.
  • Não ingira o óleo essencial.
  • Pele e boca: o óleo puro irrita e queima a pele, as gengivas e as mucosas. Não o aplique puro nem o ponha em banhos sem diluir.
  • Coagulação: o eugenol pode dificultar a coagulação do sangue. Quem toma anticoagulantes ou vai ser operado deve evitar suplementos e óleo de cravinho, e falar com o médico.
  • Gravidez e amamentação: como tempero, sem problema conhecido. Óleo e suplementos, não.
  • Animais: os óleos essenciais, incluindo o de cravinho, são perigosos para gatos. Não use difusores em casas com gatos.
  • Fumo: os cigarros de cravo (kretek) não são uma alternativa segura ao tabaco.

Defumações: queime com a janela aberta, num recipiente resistente ao calor, e nunca sem vigilância.

➜ Como usar velas com segurança

Continue a ler

➜ Incenso e defumação

➜ Ervas de proteção

➜ Todas as ervas

Fontes

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