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📚 Grimórios

Liber Null e a magia do caos

Liber Null, de Peter J. Carroll (1978): o livro que lançou a magia do caos. O que propõe, de onde vem (Austin Osman Spare), edições e o que dizem os estudiosos.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha do livro
  2. O contexto: Inglaterra, anos 70
  3. A grande influência: Austin Osman Spare
  4. O que propõe o Liber Null
  5. Uma palavra de prudência
  6. Influência
  7. Onde encontrar
  8. Continue a ler
  9. Fontes

Liber Null é um pequeno livro publicado em 1978 pelo ocultista inglês Peter J. Carroll. É considerado o texto fundador da magia do caos, uma das correntes mais influentes do ocultismo do fim do século XX.

Ao contrário dos grimórios antigos desta biblioteca, é uma obra moderna protegida por direitos de autor. Aqui descrevemos o livro e as suas ideias; não reproduzimos o texto.

Ficha do livro

Campo Informação
Título Liber Null
Autor Peter J. Carroll (Reino Unido)
Data 1978
Continuação Psychonaut (1982)
Edição conjunta Liber Null & Psychonaut, Weiser, 1987
Edição atual Weiser Classics, 2022, com prefácio de Ronald Hutton
Idioma Inglês
Estatuto Obra protegida por direitos de autor

O contexto: Inglaterra, anos 70

A magia do caos nasceu em Inglaterra nos anos 1970. Os fundadores mais citados são Peter J. Carroll e Ray Sherwin, que colaboravam na revista The New Equinox. No mesmo ano de Liber Null, Sherwin publicou The Book of Results.

Em 1978, os dois fundaram também uma ordem mágica, os Illuminates of Thanateros (IOT).

A grande influência: Austin Osman Spare

A principal fonte de Carroll foi o artista e ocultista inglês Austin Osman Spare (1886–1956). No início do século XX, Spare desenvolveu um método próprio de sigilos: transformar uma intenção escrita num desenho abstrato.

Os estudiosos chamam a Spare o «avô da magia do caos», embora ele tenha morrido antes de o movimento existir.

➜ Como desenhar sigilos

O que propõe o Liber Null

Em termos gerais, sem copiar o texto:

  • A crença como ferramenta. A ideia mais conhecida da magia do caos: os sistemas simbólicos (Cabala, tarot, astrologia, deuses) são tratados como instrumentos, não como verdades absolutas. O praticante pode trocar de sistema.
  • Treino da mente. O livro propõe exercícios de concentração, controlo do corpo e disciplina mental.
  • «Gnose». Carroll usa esta palavra, num sentido muito próprio, para estados de consciência alterada que considera necessários ao trabalho mágico.
  • Sigilos. Retoma e sistematiza o método de Spare.
  • Kia e Caos. Termos que usa para a consciência individual e para a força que estaria por trás do universo.

Tudo isto é interpretação esotérica do autor, não conhecimento demonstrado.

Uma palavra de prudência

Alguns exercícios e práticas associados à magia do caos envolvem privação de sono, jejuns ou estados alterados. Não são indicados para pessoas com problemas de saúde física ou mental. Em caso de ansiedade, insónia ou mal-estar, fale com um médico ou psicólogo.

Influência

A magia do caos espalhou-se através de pequenas edições, fanzines e, depois, da Internet. O argumentista Grant Morrison divulgou-a com a banda desenhada The Invisibles (1994–2000). A estrela do caos, de oito setas, foi tirada dos romances de fantasia de Michael Moorcock.

O estudioso das religiões Hugh Urban descreveu-a como uma união de técnicas ocultistas tradicionais com o pensamento pós-moderno.

Onde encontrar

Liber Null & Psychonaut está à venda na edição Weiser Classics (2022). Por ser uma obra protegida, não existe versão legal gratuita para descarregar. Desconfie de PDFs que circulam sem autorização.

Continue a ler

➜ Biblioteca de grimórios

➜ Livros de magia recomendados

➜ Magia cerimonial

Fontes

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