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🔯 Símbolos

Om: a sílaba sagrada da Índia

O Om ॐ (Aum) explicado: origem nos Upanixades, as três letras A-U-M e o silêncio, o uso no hinduísmo, budismo, jainismo e siquismo, e na meditação atual.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. A forma
  2. Origem e textos antigos
  3. A-U-M e o silêncio
  4. Noutras religiões
  5. Om no Ocidente
  6. Respeito pelo símbolo
  7. Continue a ler
  8. Fontes

Om (ou Aum) é, antes de ser um desenho, um som: uma sílaba que se entoa no início e no fim de orações, leituras e meditações na Índia. O símbolo ॐ é a forma de a escrever.

É a sílaba mais sagrada do hinduísmo e tem também lugar no budismo, no jainismo e no siquismo. No Ocidente, tornou-se familiar através do ioga e da meditação.

A forma

O sinal ॐ, na escrita devanágari, junta três elementos: as letras correspondentes a a e u e um pequeno sinal (o chandrabindu, meia-lua com ponto) que indica o som nasal m.

Cada escrita da Índia tem a sua forma: em tâmil escreve-se ௐ, em bengali ওঁ. Unicode: ॐ (U+0950) e 🕉.

Origem e textos antigos

O Om nasce na tradição dos Vedas, os textos sagrados mais antigos da Índia, ligado ao canto litúrgico.

Os textos que primeiro o explicam são os Upanixades:

  • a Chandogya Upanixade (c. séc. VII–VI a.C.) abre com a recomendação de meditar sobre a sílaba Om;
  • a Katha Upanixade apresenta-o como a essência dos Vedas;
  • a Mandukya Upanixade, mais tardia, dedica-se toda a ele.

A forma escrita ॐ surge mais tarde, em inscrições, esculturas e moedas da Índia antiga e medieval.

A-U-M e o silêncio

A Mandukya Upanixade divide o Om em quatro partes:

Parte Estado de consciência
A A vigília
U O sonho
M O sono profundo
Silêncio final O «quarto» estado (turiya), para lá dos outros

Nesta filosofia, o Om representa Brahman, a realidade última, e o Atman, o eu profundo. É uma doutrina religiosa e filosófica, não uma afirmação científica.

Noutras religiões

  • Budismo: abre mantras como Om mani padme hum, muito usado no budismo tibetano.
  • Jainismo: o Om é lido como uma abreviatura dos cinco seres supremos.
  • Siquismo: o livro sagrado abre com Ik Onkar, «um só Criador», onde Onkar deriva de Om.

Om no Ocidente

A partir do século XIX, com as traduções dos textos indianos e movimentos como a Teosofia, o Om entrou no vocabulário esotérico europeu. No século XX, o ioga e a meditação tornaram-no conhecido de todos.

Hoje é comum ouvir que o Om é «a vibração do universo» ou que a sua entoação «eleva a vibração». São leituras modernas, inspiradas na tradição indiana mas não idênticas a ela.

A entoação lenta de um som longo pode ajudar a respirar devagar e a concentrar-se, como outras técnicas de relaxamento. Não substitui acompanhamento médico ou psicológico quando é preciso.

➜ Meditação

➜ Chakras

Respeito pelo símbolo

Para centenas de milhões de pessoas, o Om é um sinal religioso vivo. Usá-lo em tapetes, calçado ou roupa interior é considerado ofensivo por muitos hindus. Vale a pena lembrar isto antes de o usar como simples decoração.

Continue a ler

➜ Teosofia

➜ Yin-yang

➜ Todos os símbolos

Fontes

  • «Om», Wikipedia (com bibliografia) — en.wikipedia.org
  • Patrick Olivelle (trad.), The Early Upanishads, Oxford University Press, 1998
  • «Mandukya Upanishad», Wikipedia — en.wikipedia.org

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