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🍯 Simpatias

Simpatia para casamento: santos casamenteiros e sortes

Simpatias para casamento na tradição portuguesa: Santo António, São Gonçalo de Amarante, o manjerico e as sortes de junho. Origem e limites.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Os santos casamenteiros
  2. Simpatias tradicionais
  3. Uma simpatia respeitosa para o casamento
  4. Limites
  5. Continue a ler
  6. Fontes

Poucas coisas geraram tantas simpatias como o desejo de casar. Em Portugal, esse desejo tem santos próprios, festas próprias e um mês próprio: junho.

Esta página é sobre o casamento e o compromisso. Para simpatias de atração e de amor em geral, veja a página das simpatias para o amor.

➜ Simpatias para o amor

Os santos casamenteiros

Santo António

Santo António de Lisboa (c. 1195–1231) é o santo casamenteiro mais conhecido de Portugal. A fama vem da tradição popular, não da sua vida documentada: era um pregador franciscano, doutor da Igreja.

Em Lisboa, os Casamentos de Santo António, em que vários casais se casam no mesmo dia com o apoio da cidade, são uma tradição do século XX que ainda hoje se mantém.

➜ Oração a Santo António

➜ A noite de Santo António

São Gonçalo de Amarante

No Norte, São Gonçalo de Amarante é conhecido na tradição popular como «casamenteiro das velhas»: a quem já não esperava casar, pedia-se a ele. A festa, em junho, em Amarante, tem doces próprios e muita devoção popular.

Simpatias tradicionais

O manjerico com quadra

Nos santos populares oferece-se um manjerico num vaso, com um cravo de papel e uma quadra popular, muitas vezes de amor. Oferecer um manjerico era uma forma discreta de declarar interesse.

Dica da tradição: não se cheira o manjerico com o nariz, passa-se a mão por cima e cheira-se a mão.

As sortes de junho

Na véspera de Santo António e, sobretudo, na de São João, as raparigas faziam sortes para saber se casavam: a alcachofra queimada, a clara de ovo no copo de água, os papelinhos com nomes.

➜ Sortes da noite de São João

Santo António «de castigo»

É conhecido o costume de virar a imagem de Santo António ou tirar-lhe o Menino até o pedido ser atendido. É uma prática popular, com humor e alguma irreverência. A Igreja nunca a ensinou e muitos padres desaconselham-na.

Uma simpatia respeitosa para o casamento

Texto redigido pelo Grimório.pt a partir das práticas populares. Pode fazê-la sozinho ou com a pessoa com quem pensa casar.

  1. Num dia 13 (dia de Santo António) ou numa sexta-feira, acenda uma vela branca em castiçal estável.
  2. Ponha ao lado um manjerico ou um raminho de alecrim.
  3. Reze um Pai-Nosso e uma Ave-Maria a Santo António.
  4. Diga o seu pedido com as suas palavras, por exemplo:

Santo António, se for para meu bem,
dai-me um amor verdadeiro e um compromisso sincero.
Que seja de livre vontade, dos dois. Ámen.

  1. Apague a vela ao terminar (não a deixe a arder sozinha). Pode repetir nos treze dias seguintes, a trezena.

➜ Oração para o casamento

➜ Como usar velas com segurança

Limites

  • O casamento só vale se for livre. Não publicamos simpatias para «obrigar» alguém a casar ou a pedir em casamento.
  • Se a relação tem dúvidas de fundo, uma conversa franca, ou um terapeuta de casal, faz mais do que qualquer vela.
  • Nenhuma simpatia garante um pedido de casamento nem um casamento feliz.

Continue a ler

➜ Santos populares em Portugal

➜ Simpatia para reconciliação

➜ Ervas de amor

Fontes

  • «De onde vem o manjerico e como se tornou um símbolo dos Santos Populares?», Público, 11-06-2022 — publico.pt
  • NiT, «Casamentos de Santo António: como tudo começou» — nit.pt
  • «Festas de Santo António e São João», Infopédia — infopedia.pt
  • Ernesto Veiga de Oliveira, Festividades Cíclicas em Portugal, Etnográfica Press — OpenEdition

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