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🌗 Elementos

Quintessência: a história do quinto elemento

O que é a quintessência: o éter de Aristóteles, a «quinta essência» dos alquimistas, o éter da física e o «espírito» do pentagrama na magia moderna.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. 1. O éter de Aristóteles
  2. 2. A quintessência dos alquimistas
  3. 3. O éter da física (séculos XVII a XIX)
  4. 4. O «espírito» na magia moderna
  5. Um paralelo oriental
  6. Uma prática simples
  7. Continue a ler
  8. Fontes

Quando dizemos que algo é «a quintessência» de alguma coisa, queremos dizer que é o mais puro, o essencial. A expressão vem de uma ideia com mais de 2300 anos: a de que, além dos quatro elementos, existia um quinto, mais perfeito.

Esta palavra teve vários sentidos ao longo da história. Vale a pena separá-los, porque são muitas vezes confundidos.

1. O éter de Aristóteles

Os quatro elementos da Terra (fogo, ar, água e terra) mudam, misturam-se e movem-se em linha reta: as pedras caem, as chamas sobem.

Mas Aristóteles (século IV a.C.) reparou que os astros pareciam girar em círculos, eternamente, sem mudar. Concluiu que não podiam ser feitos dos mesmos elementos. Propôs um quinto elemento, o éter, de que seriam feitos o céu e as estrelas: incorruptível e com movimento circular.

Os filósofos latinos chamaram-lhe quinta essentia, «quinta essência». Daí a palavra «quintessência».

➜ Os 4 elementos: a história completa

2. A quintessência dos alquimistas

Na Idade Média, os alquimistas procuraram extrair a quintessência das coisas terrenas: a parte mais pura e «celeste» de uma substância. Destilavam álcool muitas vezes seguidas, na esperança de obter um remédio que preservasse o corpo.

Estes «elixires» pertencem à história da alquimia e da farmácia. Não tinham os poderes que se lhes atribuía.

➜ Alquimia

➜ Hermetismo

3. O éter da física (séculos XVII a XIX)

Os cientistas voltaram a usar a palavra «éter» para um meio invisível por onde a luz se propagaria. Em 1887, a experiência de Michelson e Morley não encontrou qualquer sinal desse éter, e a teoria da relatividade de Einstein acabou por o dispensar.

Hoje, alguns físicos usam o nome «quintessência» para uma hipótese sobre a energia escura. É só um nome emprestado: nada tem a ver com magia.

4. O «espírito» na magia moderna

No ocultismo, o quinto elemento passou a chamar-se muitas vezes espírito. É a força que une e dá sentido aos outros quatro.

  • No pentagrama, desde Cornelius Agrippa (1533), as cinco pontas foram ligadas a elementos. Na leitura mais divulgada hoje, a ponta de cima é o espírito e as outras quatro são os elementos: por isso o pentagrama com a ponta para cima simboliza o espírito a governar a matéria.
  • Na Wicca, o pentáculo representa os quatro elementos e o espírito.
  • Em algumas tradições, o espírito corresponde ao centro do círculo, enquanto os elementos ocupam os pontos cardeais.

Tudo isto é interpretação esotérica moderna, não herança direta de Aristóteles, para quem o éter era uma substância física dos céus e não um «espírito».

➜ Pentagrama

➜ O círculo mágico

➜ Os pontos cardeais na magia

Um paralelo oriental

Outras culturas também têm cinco elementos, mas diferentes. Na filosofia chinesa, as cinco fases são madeira, fogo, terra, metal e água. Na Índia, o quinto elemento chama-se akasha, o espaço. Comparar é interessante, mas não são o mesmo sistema.

➜ Yin-yang

Uma prática simples

Para quem usa os elementos na meditação, a quintessência costuma ser o momento final: depois de pensar em cada um dos quatro, fica-se uns minutos em silêncio, a sentir o conjunto. É uma forma de lembrar que o todo é maior do que as partes.

➜ Meditação

Continue a ler

➜ Os elementos: índice da secção

➜ Terra

➜ Magia cerimonial

Fontes

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