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Magia branca para o amor: o que é e onde está o limite

O que é a magia branca, a história da magia amorosa em Portugal, porque o limite é a vontade do outro e um ritual simples de vela para abrir o coração.

3 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. O que é «magia branca»
  2. A magia amorosa em Portugal
  3. Onde está o limite
  4. Um ritual de vela para abrir o coração
  5. O que nenhum ritual faz
  6. Continue a ler
  7. Fontes

«Magia branca para o amor» é o nome que se dá aos rituais de amor considerados suaves: velas cor-de-rosa, banhos de rosas, orações a Santo António. Por oposição a amarrações e trabalhos «pesados».

Mas o que torna uma magia «branca»? Nesta página explicamos de onde vem a expressão, a história da magia amorosa em Portugal e onde está o limite. E deixamos um ritual simples que não mexe na vontade de ninguém.

O que é «magia branca»

A distinção entre magia branca e negra ganhou forma na Europa do Renascimento. Pensadores como Marsilio Ficino defendiam uma «magia natural», que usava as propriedades das plantas, pedras e astros sem invocar demónios. A magia «negra» seria a que recorria a espíritos malignos ou procurava fazer mal.

Hoje, a expressão serve sobretudo para dizer qual é a intenção: fazer bem, sem prejudicar.

➜ Magia branca

➜ Diferença entre magia branca e magia negra

A magia amorosa em Portugal

A magia de amor é das mais antigas e mais documentadas. Nos processos da Inquisição portuguesa, estudados por historiadores como Francisco Bethencourt e José Pedro Paiva, a magia amorosa é um dos temas que mais aparece: feitiços para «prender» alguém ou fazê-lo voltar.

Ao lado disso, a tradição católica popular pedia o amor aos santos. Santo António tornou-se o santo casamenteiro, com as suas trezenas, os manjericos e as simpatias da noite de 12 para 13 de junho.

➜ Oração a Santo António

➜ O amor no Livro de São Cipriano

Onde está o limite

Aqui está a questão essencial. Um ritual que tenta obrigar alguém a amar-nos não é «branco», por mais suaves que sejam as velas e as flores.

Na ética de muitas correntes da magia moderna, incluindo a Wicca, a regra é não interferir no livre-arbítrio de outra pessoa. Por isso:

  • Sim: pedir amor para si, abrir-se a um amor novo, curar uma mágoa, trazer harmonia a uma relação em que os dois querem estar.
  • Não: fazer alguém voltar, afastar um rival, «prender» ou «adoçar» uma pessoa contra a sua vontade.

O Grimório.pt só ensina o primeiro tipo.

➜ Rival amoroso: proteger a relação sem magia de separação

Um ritual de vela para abrir o coração

Este é um ritual simples, para si, sem nome de outra pessoa.

Precisa de: uma vela cor-de-rosa ou branca num castiçal estável, um pires, algumas pétalas de rosa, um papel e uma caneta.

  1. Escolha um momento calmo. Muita gente prefere a sexta-feira, dia tradicionalmente associado a Vénus.
  2. Escreva no papel como quer amar e ser amado: com respeito, com alegria, com paz. Não escreva nomes.
  3. Acenda a vela e ponha as pétalas à volta do castiçal, longe da chama.
  4. Leia o que escreveu em voz baixa, e depois este texto, redigido pelo Grimório.pt:

Abro o meu coração ao amor que me faz bem.
Que eu saiba dar e receber,
e que o amor que vier venha livre, como eu.

  1. Fique uns minutos a olhar a chama. Apague-a quando terminar, sem sair de perto. Guarde o papel.

Nunca deixe a vela acesa sozinha, afaste-a de cortinas, crianças e animais.

➜ Como usar velas com segurança

➜ Velas de amor

➜ Ervas de amor

O que nenhum ritual faz

Nenhum ritual garante um amor. O que mais aproxima as pessoas continua a ser concreto: sair, conhecer gente, falar com honestidade, cuidar de si. E, depois de uma separação dolorosa, dar tempo. Se a tristeza não passa, fale com um psicólogo.

Continue a ler

➜ «Macumba» para o amor: o que a palavra significa

➜ Vudu para o amor: o vodu haitiano sem mitos

➜ Oração para o amor

➜ Quartzo rosa

Fontes

  • Francisco Bethencourt, O Imaginário da Magia: feiticeiras, adivinhos e curandeiros em Portugal no século XVI, Companhia das Letras, 2004 — Google Livros
  • José Pedro Paiva, Bruxaria e superstição num país sem «caça às bruxas»: 1600–1774, Notícias Editorial, 1997
  • «White magic», Wikipedia — en.wikipedia.org

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