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O Grande Livro de S. Cypriano: a Vida do santo e o índice completo

A «Vida de S. Cypriano» transcrita na íntegra de uma edição lisboeta do séc. XIX do Livro de São Cipriano, e o índice completo das suas três partes.

18 min de leitura · Revisto em
Neste artigo
  1. Ficha
  2. A Vida de S. Cypriano
  3. O que contém o livro: o índice completo
  4. Notas
  5. Onde ler o original
  6. Continue a ler
  7. Fontes

Esta página apresenta dois textos de uma das edições portuguesas mais conhecidas do Livro de São Cipriano: O Grande Livro de S. Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro, impresso em Lisboa pela Livraria Económica no fim do século XIX.

O primeiro texto é a «Vida de S. Cypriano», que abre o livro, transcrita na íntegra. O segundo é o índice completo das três partes, que mostra, capítulo a capítulo, tudo o que este famoso grimório popular continha.

Mantivemos a ortografia original da época, como Cypriano, christão ou peccado. Corrigimos apenas os erros evidentes do reconhecimento automático do texto (OCR), comparando com as imagens das páginas.

Este é um documento histórico. A «Vida» segue a lenda cristã de Cipriano e Justina. Não é uma biografia comprovada: os historiadores não têm provas de que o santo tenha existido.

➜ São Cipriano: guia completo

Ficha

Campo Informação
Título O Grande Livro de S. Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro — «A edição mais completa que se tem publicado até hoje»
Editor Livraria Económica de J. Andrade & Lino de Sousa, Travessa de S. Domingos, 9 a 13, Lisboa
Data Sem data impressa; a Biblioteca Nacional regista-a como «[18--]», ou seja, século XIX
Partes Três: a primeira e a segunda (magia e cartomancia) e a terceira (os tesouros da Galiza, os espíritos, a feiticeira de Évora)
Exemplar Biblioteca Nacional de Portugal, cota SA-5827-V (digitalizado, 371 imagens)
Transcrição Grimório.pt, 2026, a partir das imagens e do texto OCR do exemplar digitalizado (domínio público)

A Vida de S. Cypriano

«Vida de S. Cypriano, extrahida do Flos Sanctorum ou Vida de todos os Santos», tal como está impressa nas primeiras páginas do livro.

Cypriano (denominado o Feiticeiro, para distinguir-se do celebre Cypriano, bispo de Carthago), nasceu em Anthiochia, situada entre a Syria e a Arabia, pertencente ao governo da Phenicia. Seus paes, idolatras e providos de copiosas riquezas, vendo que a natureza o dotára dos talentos proprios para conciliar a estimação dos homens, o destinaram para o serviço das falsas divindades, fazendo-o instruir em toda a sciencia dos sacrificios que se offereciam aos idolos, de modo que ninguem, como elle, tinha tão profundo conhecimento dos profanos mysterios do barbaro gentilismo.

Na idade de trinta annos fez elle uma viagem ao paiz da Babylonia para aprender a astrologia judiciaria e os mysterios mais reconditos dos supersticiosos chaldeus. E sobre a grave culpa de empregar em taes estudos o tempo que lhe era concedido para conhecer e seguir a verdade, augmentou Cypriano a sua malicia e a sua iniquidade, quando se deu inteiramente ao estudo da magica, para conseguir por meio d'esta arte um estreito commercio com os demonios; praticando ao mesmo tempo uma vida impura e absolutamente escandalosa.

E comquanto um verdadeiro christão chamado Eusebio, que havia sido seu companheiro de estudos, lhe fizesse amiudadas vezes vigorosas censuras sobre a sua má vida, procurando arrancal-o do abysmo profundo em que o via precipitado, não só desprezava Cypriano as suas exhortações e censuras, mas tambem ainda se valia do seu infernal engenho para ridicularisar os sacrosantos mysterios e virtuosos professores da lei christã, por odio á qual chegou a unir-se com os barbaros perseguidores, para obrigar os christãos a renunciarem o Evangelho e renegarem a Jesus Christo.

Tinha chegado a este estado a vida de Cypriano, quando a infinita misericordia de Deus se dignou illuminar e converter este infeliz vaso de contumelias e ignominias em um vaso de eleição e de honra; valendo-se e servindo-se da sua divina graça para obrar no coração de Cypriano este prodigioso milagre da sua omnipotencia, do meio exterior que vamos historiar.

Vivia em Anthiochia uma donzella de nome Justina, não menos rica do que bella, a quem seu pae Edeso e sua mãe Cledonia educaram com muito cuidado nas superstições do paganismo. Porém, Justina, dotada como era d'um claro engenho, assim que ouviu as pregações de Prailo, diacono de Anthiochia, abandonou as extravagancias gentilicas; e abraçando a fé catholica, conseguiu converter d'alli a pouco os seus proprios paes.

Constituida christã, a ditosa virgem tornou-se ao mesmo tempo uma das mais perfeitas esposas de Jesus Christo, consagrando-lhe a sua virgindade, e procurando adquirir todos os meios de conservar esta delicada virtude, para cujo effeito observava cuidadosamente a modestia, entregando-se ás orações e ao retiro. Não obstante isto, vendo-a um pobre mancebo de nome Aglaide, lhe captou tanto os agrados, que logo a pediu a seus paes para esposa, ao que elles annuiram; e só não poude, por mais diligencias que fez o tal pretendente, obter o consenso da mesma Justina.

Valeu-se então Aglaide das industrias de Cypriano, o qual, com effeito, empregou todos os meios mais efficazes da sua diabolica arte para satisfazer ao namorado amigo. Offereceu aos demonios muitos e abominaveis sacrificios, e elles lhe prometteram o desejado successo, investindo logo a santa com terriveis tentações e horriveis phantasmas. Porém, ella, fortalecida pela graça de Deus, que tinha merecido com orações continuas, rigorosas austeridades, e sobretudo com o patrocinio da Santissima Virgem (a quem ella chamava sua mãe amantissima), ficou sempre victoriosa.

Indignado Cypriano por não poder vencel-a, se levantou contra o demonio, que estava presente, e lhe fallou d'esta maneira: «Perfido, já vejo a tua fraqueza, quando não pódes vencer a uma delicada donzella, tu, que tanto te jactas do teu poder e de obrar prodigiosas maravilhas! Dize-me, logo, de onde procede esta mudança, e com que armas se defende aquella virgem para deixar inuteis os teus esforços?»

Então o demonio, obrigado por uma divina virtude, lhe confessou a verdade, dizendo-lhe que o Deus dos christãos era o supremo Senhor do céu, da terra e dos infernos; e que nenhum demonio podia obrar contra o signal da Cruz com que Justina continuamente se armava. De maneira que, por este mesmo signal, logo que elle lhe apparecia para a tentar, era obrigado a fugir.

— «Pois se isso assim é (replicou Cypriano), eu sou bem louco em me não dar ao serviço d'um Senhor mais poderoso do que tu. E assim, se o signal da Cruz em que morreu o Deus dos christãos te faz fugir, não quero já servir-me dos teus prestigios, antes renuncio inteiramente a todos os teus sortilegios, esperando na bondade do Deus de Justina que haja de me admittir por seu servo.»

Irritado então o demonio de perder aquelle, por meio do qual fizera tantas conquistas, se apoderou do seu corpo. Porém (diz S. Gregorio), foi logo obrigado a sahir, pela graça de Jesus Christo, que estava senhor do seu coração. Teve pois Cypriano que suster vigorosos combates contra os inimigos da sua alma; mas o Deus de Justina, a quem elle sempre invocava, lhe valeu com o seu auxilio, e o fez ficar victorioso.

Concorreu tambem muito para este effeito o seu amigo Eusebio, a quem Cypriano procurou logo, e lhe disse com muitas lagrimas: «Meu grande amigo, chegou para mim o ditoso tempo de reconhecer meus erros e abominaveis desordens, e espero que o teu Deus, que já confesso ser o unico e verdadeiro, me admittirá no gremio dos seus infimos servos, para maior triumpho da sua benigna misericordia.»

Muito satisfeito Eusebio por uma tão prodigiosa mudança, abraçou affectuosamente o seu amigo, e lhe deu muitos parabens pela sua heroica resolução, animando-o a confiar sempre na infallivel verdade do purissimo Deus, que nunca desampara aos que sinceramente o procuram. E assim fortificado, o venturoso Cypriano poude resistir com valor a todas as tentações diabolicas.

Para este effeito fazia elle, sem cessar, o signal da Cruz, e tendo sempre nos labios e no coração o sacrosanto nome de Jesus, não cessava de invocar a assistencia da Santissima Virgem. Vendo, pois, os demonios inteiramente frustrados todos os seus artificios, applicaram o seu esforço maior em o tentar de desesperação, propondo-lhe, com viveza de espirito, estes e outros taes discursos e reflexões:

«Que o Deus dos christãos era sem duvida o unico Deus verdadeiro, mas que era um Deus de pureza, um Deus que punia com severidade extrema ainda os menores crimes, de que a maior prova eram elles mesmos, que por um só peccado de soberba foram condemnados a uma pena extrema. Em cujo supposto, como haveria perdão para elle, que pelo numero e gravidade das suas culpas tinha já um logar preparado no mais profundo do inferno? E que portanto, não tendo misericordia que esperar, cuidasse unicamente em se divertir, satisfazendo á redea larga todas as paixões da sua vida.»

Na verdade, esta tentação vehemente poz em grande perigo a salvação de Cypriano. Mas o amigo Eusebio, a quem elle o referiu, o animou e consolou, propondo-lhe com efficacia a benigna misericordia com que Deus recebe e generosamente perdôa aos peccadores arrependidos, por maiores que sejam os seus peccados. Depois o mesmo Eusebio o conduziu á assembléa dos fieis, aonde se admittiam as pessoas que desejavam instruir-se em tão luminosos mysterios.

Affirma o proprio S. Cypriano, no livro da sua Confissão, que a vista do respeito e piedade de que estavam penetrados os fieis, adorando ao verdadeiro Deus, o tocou vivamente no coração. Diz elle: «Eu vi cantar n'aquelle côro os louvores de Deus e terminar cada verso dos psalmos com a palavra hebraica Alleluia; tudo com attenção tão respeitosa e com tão suave harmonia, que me parecia estar entre os anjos ou entre os homens celestes.»

No fim da funcção admiraram-se os assistentes de que um tal presbytero, como era Eusebio, introduzisse a Cypriano n'aquelle sagrado congresso. E o mesmo bispo, que estava presidindo, muito mais o estranhou, porque não julgava sincera a conversão de Cypriano. Porém, elle dissipou logo essas duvidas, queimando na presença de todos os seus livros de magica, e introduzindo-se no numero dos catechumenos, depois de haver distribuido todos os seus bens aos pobres.

Instruido, pois, Cypriano, e com sufficiente disposição, o bispo o baptisou, e juntamente a Aglaide, apaixonado de Justina, que, arrependido da sua loucura, quiz emendar a vida e seguir a fé verdadeira. Tocada Justina d'estes dois exemplos da divina misericordia, cortou os seus cabellos em signal do sacrificio que fazia a Deus da sua virgindade, e repartiu tambem pelos pobres todos os bens que possuia.

Cypriano, depois d'isto, fez maravilhosos progressos nos caminhos do Senhor; a sua vida ordinaria foi um perenne exercicio na mais rigorosa penitencia. Via-se muitas vezes na egreja, prostrado por terra, com a cabeça coberta de cinza, rogando a todos os fieis que implorassem para elle a divina misericordia. E para mais se humilhar e supprimir a sua antiga soberba, obteve, á força de muitos rogos, que se lhe désse o emprego de varredor da egreja.

Elle morava em companhia do presbytero Eusebio, a quem venerou sempre como a seu pae espiritual. E o divino Senhor, que se digna ostentar os thesouros da sua clemencia sobre as almas humildes e sobre os grandes peccadores verdadeiramente convertidos, lhe concedeu a graça de obrar milagres. Isto, junto á sua natural eloquencia, concorreu muito para converter á fé um grande numero de idolatras, servindo-se para isso do famoso escripto da sua Confissão, na qual, fazendo publicos os seus crimes e enormes excessos, animava a confiança, não só dos fieis, mas dos maiores peccadores.

Entretanto o nome de S. Cypriano, o seu zelo e as numerosas conquistas que fazia para o reino de Jesus Christo não podiam ser ignoradas dos imperadores. Dioclesiano, que então se achava em Nicomedia, informado das maravilhas que obrava S. Cypriano e da perfeita santidade da virgem Justina, passou ordem para serem presos, o que logo executou o juiz Eutolmo, governador da Phenicia.

Conduzidos, pois, á presença d'este juiz, responderam com tanta generosidade e confessaram com tanta efficacia a fé de Jesus Christo, que pouco faltou para converterem o impio barbaro. Mas, para que não se julgasse que elle favorecia os christãos, mandou logo açoutar com duras cordas a santa Justina, e despedaçar com pentes de ferro as carnes de S. Cypriano, tudo com tamanha crueldade que até aos mesmos pagãos causou horror!

Vendo, então, o tyranno que nem promessas, nem ameaças, nem aquelle rigoroso supplicio, nada abatia a firme constancia dos generosos martyres, mandou lançar a cada um em uma grande caldeira cheia de pez, de banha e cera a ferver. Mas o prazer e satisfação que se admirava no rosto e nas palavras dos martyres davam bem a conhecer que nada padeciam com aquelle tormento. E o caso é que até se percebia que o mesmo fogo que estava debaixo das caldeiras não tinha o minimo calor.

O que visto por um sacerdote dos idolos, grande feiticeiro, chamado Athanasio (que algum tempo fôra discipulo do mesmo Cypriano), e julgando que todos aquelles prodigios procediam dos sortilegios do seu antigo mestre, e querendo ganhar nome e reputação maior entre o povo, invocou os demonios com as suas ceremonias magicas e se lançou deliberadamente na mesma caldeira d'onde Cypriano foi extrahido. Porém, logo perdeu a vida, e se lhe despegou a carne dos ossos.

Produziu este facto um novo resplendor ás maravilhas do nosso santo, e esteve para haver n'aquella cidade um grande motim em seu favor. Intimidado, pois, o juiz, tomou o partido de enviar os martyres a Dioclesiano, que estava por esse tempo em Nicomedia, informando-o, por escripto, de tudo o que se havia passado. Lida que foi a carta do governador, mandou Dioclesiano que, sem mais formalidades dos processos do costume, fossem degolados Cypriano e Justina; o que se executou no dia 26 de setembro, nas margens do rio Gallo, que passa pelo meio da referida cidade.

E chegando n'aquella occasião um bom christão chamado Theotisto a fallar em segredo a S. Cypriano, foi Theotisto condemnado logo a ser tambem degolado. Era este venturoso homem um marinheiro que, vindo das costas da Toscana, desembarcára proximo de Bythinia. Os seus companheiros, que eram todos christãos, tendo noticia d'aquelle successo, vieram de noite apprehender os corpos dos tres martyres e os conduziram a Roma, aonde estiveram occultos em casa de uma pia senhora, até que no tempo de Constantino, o Magno, foram trasladados para a basilica de S. João de Latrão.

Reflexões doutrinaes

O grande padre da egreja S. Gregorio Nazianzeno, elogiando em uma das suas melhores orações os dois santos martyres, Cypriano e Justina, convida não só ás virgens, senão tambem ás casadas, a que imitem aquella santa no glorioso esforço que observou nos seus combates. Diz o santo doutor: «Vendo ella furiosamente accommettido o candor da sua pureza, pelos impulsos dos homens lascivos e suggestões dos demonios impuros, recorreu ás armas da oração e mortificação, macerando o corpo com jejuns, e invocando com fervor e humildade o auxilio do seu celeste esposo, e o poderoso patrocinio da Santissima Virgem.»

Valham-se, pois, das mesmas armas quando se virem tentadas pelo poder das trevas. E o Senhor certamente as defenderá, para que não só não fiquem vencidas, senão ainda com maior merito e com a promettida corôa a quem se porte com valor na batalha. E por fim conclue o santo doutor, propondo a conversão admiravel de S. Cypriano, extrahido do profundo abysmo da iniquidade, para que anime e sirva de conforto aos peccadores (por mais opprimidos que se vejam de innumeraveis e enormes culpas), para confiarem sempre na divina misericordia, que excede infinitamente a todos os peccados dos homens, e póde, por virtude da sua graça, abrandar os corações mais duros; e, reduzindo-os logo ao exercicio de uma sincera penitencia, elevál-os depois a um eminentissimo grau de eterna gloria.

O que contém o livro: o índice completo

Os títulos vêm dos índices impressos no fim de cada parte. Transcrevemo-los como documento histórico, para se saber exatamente o que o livro continha.

Nota. Não reproduzimos as receitas. Muitas envolvem crueldade com animais, substâncias perigosas ou a intenção de controlar ou prejudicar outras pessoas. O Grimório.pt não ensina nem recomenda nenhuma destas práticas.

Primeira Parte

  • Advertência
  • Vida de S. Cypriano, extrahida do Flos Sanctorum ou Vida de todos os santos
  • Capítulo I — Instrucções aos religiosos e religiosas que vão tratar d'uma molestia. Regra que todo o religioso deve estudar para saber se as molestias de que vão tratar são ou não obras de feitiçaria ou do diabo
  • Capítulo II — Novas orações das horas abertas para o meio dia, trindades e meia noite
  • Capítulo III — Arrependimento e virtudes de S. Cypriano
  • Capítulo IV — Signaes de haver maleficios nas creaturas. Oração que se lê ao enfermo para saber se a molestia é natural ou sobrenatural. Preceito ao demonio ou demonios. Oração ao Senhor por ter livrado o enfermo. Palavras que o religioso deve dizer quando estiver a fechar a morada
  • Capítulo V — Sobre os phantasmas que apparecem nas encruzilhadas ou almas do mundo espiritual que vêem a este mundo buscar orações. Orações pelos bons espiritos. Oração para curar todas as molestias
  • Capítulo VI — Exorcismo para expulsar o diabo do corpo
  • Capítulo VII — O desencanto dos thesouros. Oração e esconjuração para se desencantarem os thesouros. Logares onde se encontram os encantos
  • Capítulo VIII — Novo systema de deitar as cartas
  • Capítulo IX — Nova maneira de lêr as sinas
  • Poderes occultos, cartomancia, orações e esconjuros: como Deus permitte que o demonio atormente as creaturas; nomes dos demonios que atormentam as creaturas; modo de preparar uma peneira para adivinhar; adivinhar com seis paus de alecrim; modo de deitar as cartas; responso antes de deitar as cartas; três «magicas» do poder occulto (o segredo da varinha de avelleira, o dinheiro encantado); Oração do Anjo Custodio; um episodio da vida de S. Cypriano; Lucifer e o Anjo; oração para assistir aos enfermos na hora da morte; grande requerimento de S. Cypriano contra Lucifer; oração para pôr preceito aos demonios; Oração do Justo Juiz; novo tratado de cartomancia

➜ As orações das horas abertas, na íntegra

➜ A Oração do Anjo Custódio: as Treze Palavras Ditas e Retornadas

➜ A Oração do Justo Juiz, com o texto do Livro

Segunda Parte — Verdadeiro thesouro da Magica Preta e Branca, ou Segredos da feitiçaria

  • A cruz de S. Bartholomeu e de S. Cypriano
  • I a XII — «Magicas» e feitiçarias: das favas; do gato preto (várias); pacto com o demonio para obter um «diabinho»; feitiçaria dos dois bonecos; encantos da semente do feto; trevo de quatro folhas na noite de S. João; do cão preto
  • XIII a L — Mysterios da feitiçaria, extrahidos d'um livro de magica que se julga do tempo dos mouros: receitas de amor e fidelidade, para casar e «ligar namorados»; oração contra o demonio e oração que preserva do raio; magica das uvas; História de Cypriano e Elvira; feitiçarias do sapo; receita para ganhar no jogo; talisman para voltar cedo à terra natal; historia do annel maravilhoso; adivinhar por magnetismo; magicas do azevinho, do vidro, da agulha, da hera, da pomba preta, do ovo na noite de S. João; «os dias mais aziagos do anno»; requerer ás almas do purgatorio; o encontro de S. Cypriano com S. Gregorio, «onde S. Gregorio ficou vencedor e S. Cypriano vencido»; feitiços do morcego e das malvas colhidas num cemiterio; remedio contra os morcegos
  • Arte de adivinhar as paixões e tendencias das pessoas pelo estudo do craneo e pela physionomia
  • Cartomancia cruzada
  • Explicação dos sonhos e apparições nocturnas

Terceira Parte

  • Advertência
  • Inguerimanços de S. Cypriano, ou prodigios do Diabo — capítulos I a XIV, «historia verdadeira acontecida no reino da Galliza»
  • Os thesouros da Galliza — explicação; triangulo para o desencanto dos thesouros; relação dos thesouros e encantos
  • Espiritos diabolicos que infestam as casas com estrondos — dos espiritos; remedio contra os espiritos
  • Poderes occultos do odio e do amor — feitiços e «magicas» do mocho, do ouriço cacheiro, da coruja preta, da raiz de salgueiro, da flor de laranjeira, do burro preto, da arraia, do trovisco, do lagarto, da palmilha do pé esquerdo, do pão de trigo; «remedio para desligar amizades»
  • Buena-dicha — arte de adivinhar o futuro pela palma das mãos; encontro de S. Cypriano com uma feiticeira; receitas contra a gravidez e outras (não reproduzidas); «feitiçaria do bolo doce para fazer mal»; o annel magico; saber se a pessoa ausente é fiel; saber quem nos quer mal
  • Alchimia — arte de fazer ouro puro
  • A feiticeira de Evora, ou a historia da Sempre Noiva — feitiçarias diabolicas de Lagarrona

➜ As bruxas de Évora: a lenda da Lagarrona e a história real

➜ O Ciprianillo galego e os tesouros da Galiza

Notas

  • Flos Sanctorum era o nome dado às coleções de vidas de santos lidas em Portugal desde a Idade Média. O editor copiou dali a lenda, sem a indicar como tal.
  • «Para distinguir-se do celebre Cypriano, bispo de Carthago»: o livro separa corretamente as duas figuras. O bispo de Cartago existiu e morreu em 258; o Cipriano de Antioquia é conhecido só pela lenda.
  • Eutolmo, Nicomédia e o 26 de setembro vêm das narrativas antigas do martírio. A festa de S. Cipriano e Sta. Justina saiu do calendário geral da Igreja em 1969, por falta de provas históricas.
  • A «Confissão» citada no texto é um escrito antigo atribuído a Cipriano, hoje considerado lendário.
  • O contraste do livro: a Vida conta que Cipriano queimou os seus livros de magia ao converter-se. O resto do volume, porém, junta orações, esconjuros e receitas de feitiçaria com o seu nome. É a grande contradição que acompanha a tradição cipriânica.

➜ Cipriano e Justina: a lenda completa

➜ As versões do Livro de São Cipriano

Onde ler o original

  • Biblioteca Nacional Digital — O grande livro de S. Cypriano ou o thesouro do feiticeiro — purl.pt/16504
  • Wikimedia Commons — o mesmo exemplar em PDF — commons.wikimedia.org

Continue a ler

➜ O Livro de São Cipriano

➜ História do Livro de São Cipriano

➜ 26 de setembro: o dia de São Cipriano

➜ Textos Antigos

Fontes

  • Biblioteca Nacional de Portugal, registo e digitalização de O grande livro de S. Cypriano ou o thesouro do feiticeiro, Lisboa, J. Andrade & Lino de Sousa, [18--], cota SA-5827-V — purl.pt/16504
  • «Book of Saint Cyprian», Wikipedia — en.wikipedia.org

A minha nota

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