Termos de magia, esoterismo e tradição popular começados pela letra B. Para outras letras, volte ao índice.
➜ Dicionário do Oculto A-Z — índice
Baal
Deus cananeu da tempestade e da fertilidade, rival de Javé na Bíblia (Elias no monte Carmelo). Na demonologia cristã passou a demónio; na Goetia surge como Bael.
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Banho espiritual
Banho com ervas, sal ou flores feito com intenção de purificação ou proteção, segundo a tradição popular. Não substitui cuidados de saúde nem de higiene.
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Banimento
Ritual para afastar influências ou espíritos indesejados de uma pessoa ou lugar. O mais conhecido é o Ritual Menor do Pentagrama, criado na Ordem da Aurora Dourada (Golden Dawn) no fim do século XIX.
Bandarra
Gonçalo Anes Bandarra, sapateiro de Trancoso do século XVI, autor de trovas proféticas. Foi julgado pela Inquisição e as suas trovas alimentaram o sebastianismo.
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Baphomet
Nome de um ídolo que os Templários foram acusados de adorar nos processos iniciados em 1307. A imagem de cabra alada que hoje se conhece foi desenhada por Éliphas Lévi em 1856.
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Beladona
Atropa belladonna, planta muito tóxica. Entra nas receitas históricas dos «unguentos das bruxas». Não deve ser manuseada nem ingerida.
Belzebu
Do hebraico Baal-Zebub, «senhor das moscas», deus da cidade filisteia de Ecrom (2 Reis 1). Nos Evangelhos é chamado «príncipe dos demónios».
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Bênção
Palavra ou gesto que invoca o favor divino sobre uma pessoa, um objeto ou um lugar. Na Igreja há bênçãos litúrgicas; na tradição popular, as benzeduras são uma forma de bênção.
Benzedeira
Mulher (ou homem, benzedeiro) que benze com orações e gestos tradicionais, sobretudo contra o mau-olhado e males populares. Figura antiga das aldeias portuguesas.
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Benzedura
Oração ou fórmula popular, muitas vezes rimada, dita com cruzes e gestos para «tirar» um mal: mau-olhado, cobrão, espinhela caída. Faz parte da religiosidade popular e não substitui o médico.
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Blavatsky, Helena
Escritora russa (1831–1891), cofundadora da Sociedade Teosófica em Nova Iorque, em 1875. Autora de Ísis sem Véu e A Doutrina Secreta.
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Boca do Inferno
Falésia de Cascais onde, em 1930, Aleister Crowley encenou o seu falso suicídio com a ajuda de Fernando Pessoa.
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Bola de cristal
Esfera de vidro ou cristal onde o vidente diz ver imagens. A prática chama-se cristalomancia. John Dee usava uma «pedra de visões» nas suas conversas angélicas.
➜ John Dee
Bruxa
Na crença popular, mulher com poderes mágicos, muitas vezes usados para o mal. Hoje, algumas pessoas que praticam bruxaria moderna usam a palavra com orgulho. A origem da palavra portuguesa é incerta.
➜ História das bruxas em Portugal
Bruxaria
Prática de magia atribuída às bruxas. O sentido varia muito: acusação da Inquisição, magia popular de aldeia ou religião moderna como a Wicca.
Bruxaria tradicional
Corrente moderna de bruxaria que se apresenta como diferente da Wicca, ligada a nomes como Robert Cochrane (anos 1960).
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Bruxas de Évora
Expressão que junta duas coisas diferentes: a lenda da «Feiticeira de Évora» (a moura Lagarrona), divulgada pelo Livro de São Cipriano, e os processos reais do tribunal da Inquisição de Évora.
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Bucho (rezar o bucho)
Benzedura popular portuguesa para males do estômago e da barriga, muitas vezes ligada à «espinhela caída». Qualquer dor persistente deve ser vista por um médico.
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Búzios
Pequenas conchas usadas num sistema de adivinhação de origem africana, praticado no candomblé e noutras religiões afro-brasileiras.
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Outras letras
➜ Letra A
➜ Letra C
Fontes
- Dicionário Priberam da Língua Portuguesa — priberam.org
- José Leite de Vasconcelos, Tradições Populares de Portugal, Porto, 1882.
- José Pedro Paiva, Bruxaria e Superstição num País sem «Caça às Bruxas» (1600–1774), Lisboa, Notícias, 1997.
- Rosemary Ellen Guiley, The Encyclopedia of Witchcraft and Wicca, 3.ª ed., Facts on File, 2008.